Tamanho do texto

De acordo com o balanço, o que mais contribuiu para a baixa foi a satisfação com o cenário atual dos negócios, que caiu 3,2 pontos em relação a janeiro

Brasil Econômico

Nesta quarta-feira (22) a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou o índice mensal de Confiança da Construção Civil (ICST) e registrou queda de 0,1 ponto entres os meses de janeiro e fevereiro, com 74,4 pontos.

LEIA MAIS: Confiança do consumidor registra maior nível desde 2014, diz pesquisa da FGV

Por outro lado, empresário da construção civil está mais confiante
Antonio Cruz/Agência Brasil
Por outro lado, empresário da construção civil está mais confiante

O grau de satisfação com a situação atual dos negócios foi o principal impulsionador pelo recuo registrado na confiança do setor, uma vez que teve retrocesso de 3,2 pontos em relação a janeiro. A queda fez com que o subindicador fosse para 64,2 pontos.

O que também contribuiu para a variação negativa foi o índice da Situação Atual (ISA – CST), que registrou 63 pontos, após a queda de 2,3 pontos.

Esperança

Se a visão a respeito do cenário atual não é das melhores, em relação ao futuro, o Índice de Expectativas (IE-CST) obteve a pontuação de 86,1, após o crescimento de 2,1 pontos.

O grau de otimismo referente à situação dos negócios para os próximos seis meses foi o principal responsável para a elevação, pois teve alta de 2,6 pontos.

LEIA MAIS: Pontualidade de pagamentos de micro e pequenas empresas atinge 95,3% em janeiro

Empresário da Construção Civil

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também divulgou nesta quarta-feira (22) que o empresário da área está mais confiante em fevereiro. O indicador variou positivamente 2,9 pontos no comparativo com janeiro, e pontuou 50,3 pontos.

O balanço varia em uma escala de zero a 100, sendo que números abaixo de 50 pontos são ruins, ou seja, são perspectivas negativas. Com relação a novos empreendimentos, a CNI também apurou que houve melhora, o comparativo entre janeiro e fevereiro aumentou 1,4 ponto, ao atingir 48 pontos. Quase a média de 50.

Já sobre a intenção de investimentos, o indicador retrocedeu. Se em janeiro, o indicador era de 27,7 pontos, em janeiro a marca foi de 26,8 pontos. O principal motivo pelo retrocesso é a alta ociosidade da indústria da construção e do nível de atividade, que ainda está em baixa.

Metodologia

O indicador realizado neste mês pela Fundação Getulio Vargas foi baseado em informações de 700 empresas entre os dias 1º e 20 dia de fevereiro.

Por outro lado, a CNI apurou seus balanços sobre a confiança dos empresários da construção civil em 615 empresas, que variam entre pequenas, médias e grandes, entre os dias 1º e 13 de fevereiro.

LEIA MAIS: Comércio atacadista elimina mais de 12 mil empregos em dezembro

 * Com informações da Agência Brasil

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.