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Estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) apontou que grupo bens intermediários variou de 0,81%, em janeiro, para 1,10% em fevereiro

Brasil Econômico

Em contrapartida aos decréscimos, FGV evidenciou  resultado positivo no grupo habitação, que passou de 0,09% para 0,31%
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Em contrapartida aos decréscimos, FGV evidenciou resultado positivo no grupo habitação, que passou de 0,09% para 0,31%

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) divulgou nesta sexta-feira (17)  a variação de 0,02%  sofrida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) no segundo decêndio de fevereiro, ou seja, no intervalo entre os 21 dias do mês anterior e 10 dias do mês de referência. Vale lembrar que em janeiro a variação foi de 0,76%.

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Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apontou variação de -0,15% também durante o segundo decêndio de fevereiro, ante a taxa de 0,91% registrada em janeiro. Enquanto a variação obtida nos bens finais passou de 0,56% para -0,73% no mesmo período. De acordo com a pesquisa da FGV , a maior contribuição para esse movimento partiu do subgrupo alimentos processados, que passou de 0,90% para -1,75%.

A taxa de variação do grupo bens intermediários variou de 0,81%, em janeiro, para 1,10%, em fevereiro. O destaque foi dado ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura, ao passar de 0,08% para 1,34%.

Outros índices

 O índice abrangente a matérias-primas brutas registrou variação de -0,80% em relação à taxa de 1,40% obtida em janeiro. Minério de ferro foi o item que mais contribui para o resultado, passando de 14,60% para -1,38%. Em seguida ficaram aves e milho em grão, indo de -1,43% e -2,31% para -7,52% e -5,55%, respectivamente. Por outro lado, mandioca, laranja e café também se destacaram, ao variarem de -0,47%, -1,40% e -5,36% para 11,01%, 14,88% e 2,63%. 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,36% no segundo decêndio de fevereiro se comparado ao 0,57% do mês anterior. Cinco das oito classes de despesa que integram o índice apresentaram retrações em suas taxas de variação, sendo o grupo alimentação o principal contribuinte, indo de 0,69% para -0,27%. Nesta classe de despesa, o item carnes bovinas ficou em evidência, ao passar de 1,44% para -2,07%.

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O grupo transportes também registrou decréscimo, ao variar de 0,92% para 0,51%, assim como despesas diversas, que foi de 0,66% para 0,25%, saúde e cuidados pessoais, de 0,56% para 0,47% e comunicação que passou de 0,33% para 0,27%. Nessas classes de despesa, gasolina foi o item de maior destaque, passando de 2,72% para -0,61%, seguido de cigarros, indo de 1,07% para 0,00%, salão de beleza, de 1,04% para 0,30% e pacotes de telefonia fixa e internet, que variou de 0,43% para 0,00%.

Em oposição aos decréscimos, os grupos habitação, educação, leitura e recreação e vestuário apresentaram resultados positivos, ao passarem de 0,09%, 1,62% e -0,27% para 0,31%, 2,27% e 0,22%, respectivamente. Os itens com maior destaque foram tarifa de eletricidade residencial, que passou de -1,52% para -0,03%, passagem aérea, indo de -7,13% para 9,07% e roupas, de -0,35% para -0,09%.

A pesquisa da FGV ainda apresentou no segundo decêndio de fevereiro, variação de 0,35% no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). No mês anterior, a taxa foi de 0,24%. Já o índice relativo a materiais, equipamentos e serviços variou de 0,58% para 0,16%. Em relação ao índice que indica o custo da mão de obra, a variação registrada passou de 0,31% em janeiro para 0,16% em fevereiro.

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