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De acordo com Fundação Getulio Vargas (FGV) o decréscimo no indicador está vinculado a piora no clima econômico do Brasil, México e Argentina

Brasil Econômico

FGV também apontou queda de 11 pontos no indicador de expectativas (IE)
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FGV também apontou queda de 11 pontos no indicador de expectativas (IE)

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) divulgou nesta terça-feira (14) o recuo de 1 ponto sofrido pelo indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE).  O resultado manteve a trajetória de quedas iniciada em julho de 2016, registrando decréscimo de 70 para 69 pontos entre outubro de 2016 e janeiro desse ano. 

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Vale ressaltar que o indicador é elaborado pelo instituto alemão Ifo e pela Fundação Getulio Vargas ( FGV ) com base em informações do Ifo World Economic Survey (WES).

Em nota, a Fundação comunicou que o resultado evidencia a combinação do aumento de 5 pontos no Indicador da Situação Atual (ISA) e decréscimo de 11 pontos no Indicador de Expectativas (IE).  O ISA, com 36 pontos, mantém-se distante da média histórica de 89 pontos dos últimos 10 anos e em uma zona predominante de avaliações negativas.  Já o IE diminuiu 11 pontos, indo para 111 pontos e mantendo-se em uma zona favorável e acima da média histórica de 98 pontos.

Principais economias

A queda no indicador está ligada a piora no clima econômico do Brasil, México e Argentina, as três principais economias da região.  No Brasil o recuo foi de 4 pontos, enquanto o México e a Argentina caíram 5 e 8 pontos, respectivamente.

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A avaliação da situação atual medida pelo ISA apontou uma queda de 6 pontos na Argentina, diferente do Brasil e México que tiveram uma tímida melhora de 13 e 4 pontos. "Nos três países, no entanto, os indicadores mantiveram-se abaixo da média histórica e na região desfavorável do ciclo", informou o relatório divulgado pela FGV.

IE

No que se diz respeito ao indicador de expectativas (IE), os três países registraram queda. A Argentina com  -9 pontos, o Brasil  com -21 e México, com  -24 pontos. "Neste último – México -  a eleição de Trump ajuda a explicar a deterioração das expectativas de curto e médio prazo. No Brasil e na Argentina, os indicadores de expectativas continuaram acima da média histórica, o que não ocorre no México. A piora nas expectativas pode estar refletindo uma calibragem do cenário muito otimista que se seguiu à mudança de governos tanto na Argentina como no Brasil”, apontou a nota.

Entre outros resultados, a Venezuela continua com o pior ICE ante as melhoras obtidas no Peru, Paraguai e Uruguai.

ICE Mundial

Apesar do clima de pessimismo predominante na América Latina, o indicador do Clima Econômico Mundial se manteve estável entre outubro de 2016 e janeiro desse ano, com alta de 5 pontos, resultado favorável dentro do ciclo econômico.

"O resultado do ICE Mundial é explicado pela melhora de 6 pontos na avaliação da situação atual, com as expectativas do indicador mantendo-se estáveis. Segundo o levantamento que está sendo divulgado hoje (14), nos países desenvolvidos foi registrada melhora no clima econômico, com alta de 5 pontos nos EUA; de 9 pontos na União Europeia e 17 pontos no Japão, em ambos os casos influenciados pelo aumento no indicador da avaliação atual e das expectativas para 2017" concluiu o relatório da FGV.

*Com informações da Agência Brasil

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