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Decisão da montadora em parar a produção foi ocasionada pelo cancelamento da exportação de 15 mil veículos que iriam para o México

Após anunciar a prorrogação da suspensão do contrato de trabalho (lay-off) de 751 metalúrgicos da fábrica de São Caetano Do sul, ABC Paulista, por mais 70 dias – até o dia 19 de abril, a General Motors (GM) anunciou nesta quinta-feira (9) férias coletivas para os colaboradores de sua unidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo.

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Dois mil Metalúrgicos da GM de São José dos Campos vão entrar em férias coletivas a partir desta segunda-feira (13)
Divulgação
Dois mil Metalúrgicos da GM de São José dos Campos vão entrar em férias coletivas a partir desta segunda-feira (13)



Por meio de nota o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos afirmou  que a decisão da montadora em parar a produção foi ocasionada pelo cancelamento da exportação de 15 mil veículos da marca para o México. A diretoria da GM explicou que a política comercial adotada pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao México.

As incertezas na relação entre os países trará um período conturbado à economia mexicana e reflete na operação brasileira da montadora. As vendas para o México representam 27% da produção da GM de São José dos Campos, onde são fabricados os modelos S10 e Trailblazer.

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Desemprego

 O sindicato enfatizou que se a suspensão das importações ao México tornar-se permanente, os funcionários da fábrica da GM de São José correm o risco de perder seus postos de trabalho. “Este quadro ameaça os empregos em várias empresas da indústria automobilística brasileira”.

Em assembleia realizada pelo Sindicato, nesta quinta-feira (9), os trabalhadores da GM se posicionaram contra a postura adotada por Donald Trump e exigiram estabilidade de seus empregos. O Sindicato vai iniciar uma mobilização na fábrica contra a ameaça de cortes. Uma nova reunião entre a entidade e a GM acontece na próxima quarta-feira (15).

“Quando Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos, o governo brasileiro disse que seria uma oportunidade para o Brasil vender seus produtos. No entanto, o que vemos é o contrário. No Vale do Paraíba, empresas como GM, Volks e Embraer dependem diretamente das exportações, que registraram alta no último período e ajudaram a segurar os empregos. Este quadro agora está ameaçado e o governo de Michel Temer precisa tomar providências”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros.

As férias coletivas em São José valem para 2.200 trabalhadores, do total de 5 mil que atuam na fábrica, e começam na próxima segunda-feira (13). O retorno está programado para 2 de março. A unidade de São Caetano também será afetada, com férias coletivas para 6 mil trabalhadores entre 25 de fevereiro e 27 de março.

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