Tamanho do texto

De acordo com economista da FGV, a volta do otimismo da indústria pode contribuir para acelerar a economia do País ao longo de todo ano de 2017

Brasil Econômico

Informações divulgadas pela FGV apontaram aumento de 5,6 pontos no Indicador Antecedente de Emprego (IAemp) em janeiro
iStock
Informações divulgadas pela FGV apontaram aumento de 5,6 pontos no Indicador Antecedente de Emprego (IAemp) em janeiro

 Dados divulgados nesta segunda-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre FGV) apontaram um avanço de 5,6 pontos no Indicador Antecedente de Emprego (IAemp) em janeiro, ao atingir 95,6 pontos. O resultado foi considerado o maior nível desde de 2010, quando o indicador alcançou 98,7 pontos.

LEIA MAIS: Economia brasileira continuará estagnada, diz Fundação Getulio Vargas

De acordo com a FGV, o retorno do otimismo da indústria se deu após o indicador regredir 3,1 pontos em dezembro de 2016 se comparado a novembro. Na média móvel dos últimos três meses, o indicador teve aumento de 0,9 ponto.

Com a evolução do IAemp, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) terminou o mês de janeiro com positivos 103, 6 pontos,  recuo de 1 ponto. Segundo a Fundação, apesar de a queda ter interrompido um período de quatro altas consecutivas, foi considerada insuficiente para alterar o crescimento do indicador em médias móveis trimestrais.

Para o economista da FGV Fernando de Holanda Barbosa Filho, o retorno do otimismo em relação à situação do emprego no País está ligada de maneira significativa a diminuição da taxa básica de juros (Selic), iniciada pelo Banco Central (BC) no final de 2016.

“Os resultados do IAEmp foram puxados por um retorno do otimismo na indústria quanto ao futuro e devem estar relacionados ao ciclo de redução da taxa de juros iniciado no ano passado pelo Banco Central e que ganhou força neste início de ano”, afirmou.

LEIA MAIS: Inflação medida pelo IGP-DI fecha 2016 em 7,18%, aponta  FGV

Aceleração

De acordo com o economista, o retorno do otimismo na indústria pode contribuir para acelerar a economia ao longo do ano. Para ele, a queda observada no Índice Coincidente de Desemprego mostra uma estabilidade em nível elevado do indicador, dando ênfase para o momento difícil em que o mercado de trabalho ainda está inserido. “A possível melhora da economia no futuro ainda não parece influenciar a percepção de dificuldade atualmente presente no mercado de trabalho brasileiro”.

Os componentes que mais auxiliaram no crescimento do IAemp foram os indicadores da Sondagem da Indústria que medem a expectativa com a situação dos negócios referente aos próximos seis meses e o ímpeto de contratações nos próximo três meses. Vale ressaltar que atualmente os indicadores têm variações de 11,1 e 10,9 pontos, respectivamente.

Segundo a FGV e em relação ao IDC, consumidores com renda mensal familiar entre R$ 4.800 e R$ 9.600 foram os que mais contribuíram para a queda do índice, o qual o indicador de percepção de facilidade de conseguir emprego caiu 4,6 pontos.

*Com informações da Agência Brasil

LEIA MAIS: Consumidor começa o ano mais confiante, aponta FGV

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.