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De acordo com a nota divulgada pela Abrasce, a indústria de shopping centers equivale a 2,57% do PIB e emprega mais de 1 milhão de pessoas

Brasil Econômico

Na contramão da crise econômica, o setor de shopping centers projeta crescimento de 5% nas vendas para o ano de 2017. De acordo com o censo realizado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o empreendimento foi responsável pela receita de R$ 157,9 bilhões em 2016, o que significa um crescimento de 4,3% em comparação com o ano anterior.

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O Censo Abrasce revela que em 2016 foram inaugurados 20 empreendimentos no País
Arquivo/Agência Brasil
O Censo Abrasce revela que em 2016 foram inaugurados 20 empreendimentos no País

A divulgação realizada nesta terça-feira (31) ainda revelou que os números positivos se devem a adaptação do setor de empreendimento  para atrair a atenção do público. Segundo o presidente da Abrasce, Glauco Humai, “a arquitetura e a estética são diferenciais para os consumidores. Muitos empreendimentos têm investido em áreas verdes e espaços abertos. Por isso, o setor passa sempre por revitalizações, expansões e renovações de mix de lojas. Seguir tendências e revitalizar espaços são medidas necessárias para ganhar competitividade”, analisa.

Outro dado divulgado pela Abrasce revela que no ano passado mais de 20 empreendimentos foram inaugurados. Ou seja, 3,7% a mais do que no ano anterior. “Mesmo diante de um cenário adverso, conseguimos inaugurar 20 novos centros de compras em todas as regiões do País”, afirma Humai sobre o total de 558 shoppings em funcionamento atualmente. 

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De acordo com a nota divulgada pela Abrasce, a indústria de shopping centers equivale a 2,57% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega diretamente mais de 1 milhão de pessoas no País.

Expectativa

A previsão é que em 2017 mais 30 empreendimentos do gênero sejam inaugurados no País. Desses, 13 cidades receberão o seu primeiro shopping center. Outra expectativa para esse ano é o crescimento da categoria outlet (shoppings especializados que apresentam preços inferiores ao que são oferecidos nas lojas convencionais), uma vez que a principal característica desse segmento são menores preços e marcas preferidas pelos consumidores brasileiros, afirma Humai.

Mais um motivo pela alta do setor de outlets foi a alta do dólar e o baixo custo de manutenção do empreendimento. Segundo a superintendente da Abrasce, Adriana Colloca, esse tipo de negócio é a céu aberto e tem apenas o andar térreo. Até 2019 existe a previsão de que mais cinco outlets sejam inaugurados, no momento existe onze em operação.

*Com informações da Agência Brasil

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