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Influenciada pela expectativa de melhora na economia, confiança do consumidor cresceu 6,2 pontos em janeiro, chegando a 79,3 pontos

Agência Brasil

Índice que mede a confiança do consumidor usou informações de 2.086 domicílios para os estudos de janeiro
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Índice que mede a confiança do consumidor usou informações de 2.086 domicílios para os estudos de janeiro

Devido à expectativa de melhora da economia, a queda da inflação e a redução das taxas de juros o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) cresceu 6,2 pontos em janeiro deste ano, chegando a 79,3 pontos. A reversão do quadro de queda da confiança dos consumidores compensou a maior parte das perdas acumuladas nos dois últimos meses do ano e que chegou a 6,7 pontos.

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As informações relativas à Sondagem de Expectativas do Consumidor foram divulgados nesta quarta-feira (25), pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) e permitiu que o indicador retornasse aos patamares próximos aos de setembro do ano passado.

De acordo com a FGV, houve em janeiro uma acomodação das avaliações dos consumidores em relação à situação presente, aliada a uma expectativa menos negativa em relação ao futuro no que se refere a economia, finanças, emprego, compras, inflação e taxa de juros.

Dessa forma, o Índice da Situação Atual avançou 2,9 pontos, para 68,1 pontos, enquanto o Índice de Expectativas subiu 8,3 pontos, atingindo 88,1. A coordenadora da Sondagem do Consumidor, Viviane Seda Bittencourt, comentou os dados de janeiro da pesquisa e a reversão da tendência da posição dos consumidores sobre a economia brasileira.

"A alta da confiança em janeiro está relacionada às expectativas de melhora do ambiente econômico com a queda na inflação e a aceleração do movimento de redução das taxas de juros prevista no curto prazo”, afirmou.

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Além disso, a economista também chamou a atenção para a melhora da expectativa que acontece mesmo com os níveis de incerteza ainda altos e as perspectivas para o mercado de trabalho se mantendo ruins neste primeiro semestre. “Mas as boas notícias da virada de ano aumentaram as chances de uma recuperação da confiança (ou, por enquanto, alívio da desconfiança) nos próximos meses”, disse.

Satisfação

Com a mudança do quadro verificado pela FGV na Sondagem de Expectativas, a satisfação dos consumidores com relação à situação financeira familiar atingiu 61,6 pontos, uma variação de 4,3 pontos em relação ao mês anterior, quando atingiu o mínimo histórico ao fechar em 57,3 pontos.

Entre os quesitos que integram o estudo, aquele que mede o grau de otimismo em relação à situação econômica nos seis meses seguintes foi o que mais contribuiu para a alta da confiança em janeiro. O indicador subiu 8,4 pontos, recuperando parte das perdas de -9,6 pontos ocorridas nos últimos dois meses.

Segundo a pesquisa, na comparação dos resultados por faixas de renda, houve aumento da confiança em todos os níveis. Na faixa de renda familiar mensal entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00, houve uma variação de 11,3 pontos, elevando o indicador a 83 pontos – o maior nível desde janeiro de 2015.

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Na Sondagem de Expectativas do Consumidor relativa a janeiro, a FGV coletou informações em 2.086 domicílios entre os dias 2 e 21 de janeiro. A próxima divulgação da Sondagem do Consumidor ocorre em 22 de fevereiro.