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Otimismo dos empresários da construção chegou a 47,4 pontos em janeiro

O ano começou com o aumento do otimismo dos empresários da construção civil, na comparação com 2016. De acordo com pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice de expectativas sobre o nível de atividade subiu de 37,7 pontos em janeiro de 2016 para 47,4 pontos neste mês.

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Apesar da melhora, o indicador que avalia o otimismo dos empresários da construção civil continua abaixo da linha divisória dos 50 pontos, que separa a confiança da falta de confiança. A mesma situação aconteceu com os índices da CNI que seguem esta mesma dinâmica.

No caso do índice que faz a avaliação das expectativas relacionadas ao número de empregos, também foi registrado um aumento. O indicador passou de 37 pontos em janeiro de 2016, para 45,7 pontos no primeiro mês deste ano. 

O índice que considera os novos serviços e empreendimentos, que estava em 37,1 pontos no início de 2016, passou para 46,6 pontos em janeiro de 2017. Estas avaliações feitas pelos empresários levam em consideração os próximos seis meses.

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Disposição para investir

Na avaliação da CNI, caso as perspectivas sejam realmente concretizadas, o setor terá “um certo alívio” ao longo deste ano. Os empresários revelaram, por exemplo, uma disposição maior para fazer investimentos.

A intenção de investimentos teve um crescimento de 25,9 pontos em dezembro de 2016 para 27,7 pontos em janeiro de 2017. Apesar disso, este índice continua muito abaixo da média histórica que é de 35,2 pontos. O indicador pode variar de zero a cem pontos. Quanto maior a pontuação, maior é a propensão para os investimentos.

A melhora nas perspectivas, no entanto, não foi o suficiente para que a indústria da construção deixasse de repetir, em dezembro de 2016, o desempenho fraco que havia sido registrado nos meses anteriores devido à queda na atividade e no emprego. O indicador de nível de atividade ficou em 37,9 pontos e o de emprego em 36 pontos.

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No mês de dezembro, a indústria da construção operou com 44% das máquinas, dos equipamentos e do pessoal parados. A utilização da capacidade de operação ficou em 56% pelo terceiro mês consecutivo. "O percentual está 6 pontos percentuais abaixo da média histórica para o mês de dezembro", afirma a pesquisa.

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