Brasil Econômico

A reunião prevista para esta segunda-feira (23) entre presidente da República Michel Temer, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles e o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, para anunciar o acordo entre o governo federal e o estado para a recuperação financeira do Rio, foi adiada por conta do acidente que vitimou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki.

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MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fala em privatização para tirar economia do Rio de Janeiro do buraco


De acordo com a Fazenda o adiamento ocorreu, pois o governo federal precisa repassar ao Supremo Tribunal Federal a formatação jurídica do acordo firmado entre o governo federal e o estadual. Com o acidente ficou decidido que o anuncio será feito na quinta-feira (26). O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, antecipou seu retorno para Brasília – ele foi um dos representantes do governo brasileiro no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça – e retornou ao Brasil antes para participar das negociações para a conclusão do acordo das medidas de ajuste fiscal no Rio.

 Fórum Econômico Mundial

Em entrevista a jornalistas durante o Fórum Econômico Mundial, Meirelles disse que o governo federal está aberto a discutir medidas de ajuste com qualquer estado em dificuldade financeira, mas deu a entender que poucos estados precisem recorrer a essas renegociações.

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Crise no Rio

A situação caótica no Rio de Janeiro tem como causa a queda do preço do petróleo e a crise econômica, que diminuíram as receitas do estado, e faz com que  o governo fluminense tenha dificuldades para pagar fornecedores, além de atrasar o salário dos servidores.

Anteriormente o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles afirmou que existem diversas formas de recuperar a saúde financeira do Rio de Janeiro, sendo que uma delas poderia ser por meio de privatizações. Em reunião com o governador do Rio no dia 12 de janeiro, Meirelles afirmou que, mesmo o estado a se encontrar em situação dramática – saúde em colapso, dívidas, atraso nos pagamento de salários dos servidores e tantos outros débitos – é inviável novos empréstimos ao Rio de Janeiro. Uma das soluções propostas na época foi estudar a possibilidade de privatizações para alavancar a economia local.  

*Com informações da Agência Brasil

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