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Líder entre as redes sociais, o Facebook não é a única fonte de renda de seu fundador, Mark Zuckerberg. A plataforma já anunciou a aquisição de algumas empresas do ramo, que permitem manter sua hegemonia, ao mesmo tempo em que conseguem alcançar novos usuários. As compras mais conhecidas são o Instagram, o WhatsApp e a Oculus, fabricante de óculos de realidade virtual. Mas como a empresa consegue convencer outras companhias a se tornarem sua propriedade?

Para fundador do Facebook, visão compartilhada entre companhias permite realizar acordos mais satisfatórios para ambas
Reprodução/Facebook
Para fundador do Facebook, visão compartilhada entre companhias permite realizar acordos mais satisfatórios para ambas


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Além de altas cifras, a empresa utiliza algumas estratégias de persuasão. O site "Business Insider" criou uma lista com algumas das principais estratégias de Mark Zuckerberg para comprar novas empresas. As informações, segundo o site, foram retiradas de um trecho do depoimento feito pelo CEO da  Facebook durante um processo que acusa a rede social de copiar uma tecnologia de realidade virtual para usar nos dispositivos feitos pela Oculus.

Relacionamentos com os proprietários

Zuckerberg afirmou que, antes de realizar aquisições, ele procura estabelecer amizades com os fundadores das companhias em que está interessado. "Eu venho construindo relacionamentos por anos, ao menos nos casos do Instagram e do WhatsApp, com os fundadores e as pessoas que estão envolvidas nessas companhias", disse.

Para ele, a relação com os proprietários das empresas contribuiu pois os responsáveis pelas duas companhias tiveram mais motivos para aceitar a mudança. "Muitas dessas aquisições, eu acredito, chegaram a nós em vez de nossos concorrentes e, com o tempo, terminaram como aquisições muito boas que muitos concorrentes gostariam de ter feito".

Visão compartilhada

O fundador da rede social acredita que a principal razão para conseguir comprar a Oculus por menos que os US$ 4 bilhões pedidos inicialmente pela empresa foi o estabelecimento de uma visão colaborativa entre as duas empresas que interessou a todos. "A coisa mais importante foi alinhar e ficar animado com uma visão comparitlhada e a maneira como trabalharíamos juntos".

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Segundo ele, um acordo não acontece somente por causa de uma grande quantia de dinheiro, mas sim por algo que faça os fundadores da empresa acreditarem que a venda os ajudará a alcançar seus objetivos. "Há muita ansiedade nesses acordos", diz. "Quero dizer, se você vai pagar US$ 19 bilhões por uma empresa ou US$ 2 bilhões por uma empresa, você claramente tem que acreditar nela".

Estratégia do medo

Apesar de tentar convencer os proprietários de outras empresas com amizade e visão compartilhada, Zuckerberg admitiu usar táticas um pouco mais pesadas para fazer pequenas startups imaginarem a dificuldade de manter seu negócio sem a ajuda de uma grande empresa.

"Isso não é bem uma coisa minha, mas acho que se você está tentando convencer as pessoas que eles querem estar com você, ajudá-las a entender toda as dificuldades que passarão para construir algo independentemente é uma tática valiosa", disse.

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Ele não deixa claro se a tática foi usada com o fundador do Snapchat, Evan Spiegel, que recusou uma oferta de US$ 3 bilhões do Facebook em 2013. De lá para cá, a empresa de Zuckerberg se inspirou – para não dizer "copiou" – no Snapchat para implantar uma série de mudanças em seus aplicativos. Uma delas é o Instagram Stories, que mantém as histórias disponíveis por 24 horas , assim como a proposta do app de Spiegel.

Mova-se rapidamente e compre coisas

Antes do Facebook comprar a Oculus, o responsável pelos acordos, Amin Zoufonoun alertou Zuckerberg e disse que o tempo que levariam para formalizar a compra trazia "algum risco". O criador da rede pediu para Zoufonoun ser o mais rápido possível até que eles pudessem ter algo para assinar imediatamente. "Quando você está fazendo acordos e está em uma situação competitiva, você geralmente não tem muito tempo", afirma.

A linha de pensamento é bem semelhante com um antigo lema da rede social, "mova-se rapidamente e quebre coisas". É também uma estratégia usada em acordos do Facebook para chegar à uma assinatura antes dos concorrentes. "Algumas das maiores aquisições que fizemos, como Instagram e WhatsApp, que envolveram mais de um bilhão de dólares, tiveram que ser feitas rapidamente porque outras compahias também tentavam conversar com essas empresas e comprá-las", lembra.

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