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De acordo com a ANEF, o valor total adquirido pelo saldo das carteiras foi de R$ 162,8 bilhões
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De acordo com a ANEF, o valor total adquirido pelo saldo das carteiras foi de R$ 162,8 bilhões

Segundo levantamento feito pela Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF), o mercado de crédito de veículos registrou alta de 10,4% em novembro de 2016  em comparação ao mês anterior. Considerado o melhor resultado do ano na carteira de Crédito Direto ao Consumidor (CDC), R$ 7, 3 bilhões foi liberado, volume esse maior ao registrado em agosto, quando o valor chegou a R$ 7, 2 bilhões e foi considerado o maior pela entidade. Em comparação ao mesmo período de 2015, o crescimento registrado é de 6,2%.

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De acordo com a ANEF, do valor total, cerca de R$ 6,6 bilhões foram reservados às pessoas físicas, o que aponta um aumento de 10,4% em relação a outubro e de 7,8% em 12 meses. Já no que diz respeito às pessoas jurídicas, R$ 717 milhões foram liberados, volume 7,3% maior do que o obtido em setembro do ano passado, porém 6,5% menor se comparado ao mesmo período de 2015.

“O mercado ainda sente a ausência de consumidores que receiam a aquisição de bens de maior valor. Esse cuidado está refletindo na queda do endividamento. Em dezembro, os volumes, que serão detalhados oficialmente em breve, devem registrar uma leve recuperação, mas ainda muito aquém dos anos anteriores, quando tínhamos um mercado forte”, explicou em nota o presidente da ANEF, Gilson Carvalho.

A liberação de R$ 194 milhões na carteira de leasing resultou em uma alta de 32% em comparação a outubro, e em uma queda de 17,4% se comparado aos 12 meses. Cerca de R$ 158 milhões foram destinados às pessoas físicas e R$ 36 milhões às jurídicas. Em relação às pessoas físicas, o valor foi considerado 41,1% maior do que o obtido no mês anterior e 19,7% maior do que o mesmo período de 2015. Já às pessoas jurídicas, o volume de negócios cresceu 5,9% se comparado a outubro, porém decaiu 65% em 12 meses.

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 Saldo

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O valor total adquirido pelo saldo das carteiras foi de R$ 162,8 bilhões, sendo R$ 158,3 bilhões determinados para as operações do Crédito Direto ao Consumidor e R$ 4,5 bilhões para o leasing.  Esse indicador, que corresponde a 2, 6% do Produto Interno Bruto (PIB), registrou queda de 0,5 ponto percentual, já que em 2015, a taxa era de 3,1%. O resultado equivale a 5,2% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional (SNF) e representa 10,5% do total das ações das operações de crédito de Recursos Livres.

Inadimplência

Também em novembro de 2016, o índice de não pagadores nas operações de financiamento se manteve estável, com 4,7%. Um aumento de 0,6 ponto percentual foi evidenciado, assim como a queda de 0,1 ponto percentual no leasing em relação a outubro, obtendo uma taxa de 3,9%.  Se comparado ao mesmo período de 2015, a redução sofrida é de 2 pontos percentuais.

No que se refere a taxa de inadimplência das pessoas jurídicas, os índices nas carteiras de CDC se mantiveram iguais, com 5,2% e 4,2%, respectivamente. Em contrapartida, se levado em consideração os 12 meses, a alta é de 0,4 ponto percentual no CDC e 0,9 no leasing.

 Juros

Se comparadas as instituições independentes, as taxas praticadas pelos bancos ligados às montadoras permanecem mais atraentes para o consumidor. Em outubro de 2016, as instituições associadas à ANEF cobraram juros de 23,28% ao ano e 1,76% ao mês. Já entidades independentes cobraram 25,90% ao ano e 1,94% ao mês. Vale ressaltar que o prazo médio das concessões é de 42, 4 meses, enquanto o estipulado pelos bancos é de 60 meses.

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