Após quatro meses de queda consecutiva a atividade econômica brasileira, ou seja do Produto Interno Bruto (PIB), apresentou leve alta. Segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), medido pelo Banco Central (BC) cresceu 0,2% em novembro na comparação com o mês anterior, outubro.

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Prévia do PIB sinaliza recuperação
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Prévia do PIB sinaliza recuperação


A prévia do PIB medida pelo Banco Central sinalizou que na comparação novembro de 2016 com igual período do ano anterior houve queda de 2%. No ano acumulado do ano, o IBC-Br apresentou queda de 4,59% e, em 12 meses encerrados em novembro, retração de 4,76%, dados esses sem ajustes.

A alta, segundo o Banco Central, é a primeira desde julho de 2016, quando o indicador apontou alta tímida de 0,07%. Em julho a instituição reviu o resultado prévio, uma vez que na data o índice tinha apresentado queda de 0,09% ao se comparar com o mês anterior – junho informou nesta sexta-feira (13) o BC.

No ano anterior o PIB no Brasil fechou com retração de 3,8%, segundo o resultado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ). Para este ano, analistas de mercado estimam uma queda maior, sendo que a retração pode chegar a 3,49%. No terceiro trimestre o PIB já tinha apontado retração de 0,8%.

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Atividade econômica

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o Banco Central  em suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. Grande exemplo da importância do IBC-Br é que com a redução da inflação no ano passado, que fechou em 6,29%, o BC optou por um corte maior da Selic, em 0,75 ponto percentual. A partir de agora a taxa básica de juros é de 13% ao ano.

O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio, serviços e agropecuária, além do volume de impostos arrecadados no País. O Banco Central faz estimativas, mas quem dá o resultado do PIB é o IBGE.

* Com informações da Agência Brasil

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