Brasil Econômico

Embora o número de pessoas com dívidas atrasadas tenha chegado aos 58,3 milhões no último mês de 2016, o acumulado do ano mostrou um aumento de 700 mil casos de inadimplentes, sendo que no mesmo período de 2015, o crescimento foi de 2,5 milhões. O principal responsável pela desaceleração na taxa de inadimplência foi o décimo terceiro salário, um dos meios utilizados para quitar as dívidas entre os brasileiros. 

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Por outro lado, conta de luz e água mostrou alta na taxa de inadimplência
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Por outro lado, conta de luz e água mostrou alta na taxa de inadimplência

Segundo o presidente do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Roque Pellizzaro, a desaceleração se deve à dificuldade do consumidor brasileiro em obter crédito desde o primeiro trimestre de 2016. Ou seja, “o consumidor encontra mais dificuldade para se endividar e, sem se endividar, não pode ficar devendo”, afirmou Pellizzaro sobre a desaceleração da  inadimplência .

Desaceleração

O maior registro na queda de devedores se deu no setor de comunicação (telefone, internet e TV por assinatura), ao comparar 2016 com o ano anterior, o número de pessoas físicas inadimplentes caiu 17,77% nesse segmento.

Outra notícia positiva é no comércio, que apresentou uma queda de 3,90% nas contas pendentes. O que pode ser uma diminuição tímida, mas que melhora as expectativas para o ano de 2017 em meio à situação atual. Agora, o outro lado da moeda: alta de inadimplentes. Água e luz foram os setores que mais mostraram elevação, sendo que o crescimento foi de 13,62% no acumulado do ano. 

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Números alarmantes

Segundo o SPC Brasil,  49,38%, ou seja, praticamente metade da população com dívidas atrasadas tem a faixa etária entre 30 e 39 anos. Esse dado diz respeito ao mês de dezembro de 2016 e totaliza 16,81 milhões de consumidores nesta situação.

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Os números também não são muito bons para a faixa etária entre 25 e 29 anos, afinal 46,65% dessas pessoas estão inadimplentes. O número é bem próximo do intervalo 40-49 anos, que apresenta 46,24% de consumidores negativados.

Os mais jovens - frequentemente criticados por seus impulsos - têm uma proporção de 19,38%. E entre os idosos (a pesquisa considerou o período entre 65 a 84 anos), o número chega aos 29,50%.

Regiões

O sudeste é onde há o maior número de consumidores negativados, o número chega aos 37,3% da população adulta, ou seja, 24.23 milhões. Em segundo lugar do ranking vem o nordeste com 15,74 milhões em situação de inadimplência, correspondendo a 39,7% da população adulta. Em seguida vem o sul, com o número de 7,96 milhões de devedores. O norte, com 5,34 milhões e o centro-oeste com 4,99 milhões de consumidores no negativo.

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