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De acordo com a Fecomercio SP,  o municipio mais afetado foi o de Guarulhos, com 440 empregos com carteira assinada a menos
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De acordo com a Fecomercio SP, o municipio mais afetado foi o de Guarulhos, com 440 empregos com carteira assinada a menos

Um levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), registrou que o setor de viagens e eventos do Estado de São Paulo terminou o ano de 2016 com o fechamento de 1.917 postos de trabalho com carteira assinada entre os meses de julho, agosto e setembro. No mesmo período de 2015, 1.130 empregos foram gerados, assim como no segundo trimestre de 2016, quando 1.740 empregos foram criados no setor. 

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Entre os meses de janeiro e setembro, a Fecomercio SP registrou 1.621 vagas a menos e  menos 7.921 se comparado com setembro de 2015. Ao que se diz respeito a variação porcentual, houve redução de 0,7% no estoque ativo de empregados, ou seja, 0,6% menor em relação ao estoque no início de 2016 e queda de 2,7% se comparado ao mercado de trabalho durante setembro de 2015, totalizando 281.130 trabalhadores formais.

As informações obtidas são da Pesquisa de Emprego do Setor de Viagens e Eventos (PESVE), que foi desenvolvida com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged).

Entre as seis atividades analisadas pela Fecomercio-SP no terceiro trimestre, as únicas que apresentaram alta foram os setores de alimentação, que cresceu 0,4% e somou 264 vagas, e as agências e operadoras de viagens, com alta de 0,5%, o que representa 114 novas vagas registradas. Em contrapartida, o setor de hospedagem foi o mais afetado, com queda de 1,6% e 988 postos de trabalho a menos no período analisado. Em seguida foi o setor de transporte, que reduziu 0,8% e contabilizou 971 empregos formais.

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Segundo a assessoria econômica da Fecomercio-SP, o resultado do terceiro trimestre de 2016 refletiu a instabilidade da crise econômica no setor de viagens e turismo, ainda havendo perda de vagas dos setores de transportes e hospedagem, consequência da redução de viagens e diminuição do bom desempenho do setor alimentício, que cresceu razoavelmente no primeiro semestre, mantendo os mesmos resultados ao longo do segundo semestre.

A Federação ressaltou também que o setor de viagens e eventos do Estado de São Paulo está evidentemente vinculado ao segmento corporativo e se mantém dependente aos ambientes de negócios, criando assim, uma maior facilidade de acesso a investimentos.  Segundo a entidade, as expectativas para o ano de 2016 infelizmente não se consolidaram.

Regiões paulistas

De acordo com a pesquisa, entre as regiões turísticas do Estado de São Paulo, a capital paulista concentra 37,5% de toda a mão de obra abrangentes ao setor de viagens. A região Bem Viver, que engloba as cidades de Águas de Lindóia, Americana, Amparo, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista, Cabreúva, Campinas, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jaguariúna, Jarinu, Joanópolis, Jundiaí, Limeira, Lindoia, Louveira, Monte Alegre do Sul, Morungaba, Nazaré Paulista, Pedreira, Piracaia, Santa Bárbara d'Oeste, Serra Negra e Socorro e a região Alto Tietê, formada por Biritiba Mirim, Guarulhos, Mairiporã, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Santa Isabel, também se destacaram com cerca de 11,9 e 6,9%, respectivamente.

Na análise por macro região turística, foi detectado que a capital e região metropolitana detém 52,6% da mão de obra do setor de viagens e eventos do Estado. Já a macro região turística Entradas e Bandeiras, abrangente as cidades de Águas de Lindóia, Americana, Amparo, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista, Cabreúva, Campinas, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jaguariúna, Jarinú, Joanópolis, Jundiaí, Limeira, Lindoia, Louveira, Monte Alegre do Sul, Morungaba, Nazaré Paulista, Pedreira, Piracaia, Santa Bárbara d'Oeste, Serra Negra, Socorro, Águas da Prata, Caconde, Casa Branca, Espírito Santo do Pinhal, Fernandópolis, Mococa, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo, Tambaú, Araras, Holambra, Itapira, Mogi Mirim, Águas de São Pedro, Analândia, Brotas, Itirapina, Piracicaba, Rio Claro, São Pedro, São Roque e Torrinha, possuí 13,7% dos trabalhadores vinculados diretamente a atividades e demandas turísticas.

De acordo com o levantamento da Fecomercio SP, das 1.917 vagas formais perdidas devido ao mercado de trabalho abrangente ao setor de viagens e eventos do Estado de São Paulo, 667 são da região Alto do Tietê, principalmente do município de Guarulhos que contabilizou 440 empregos com carteira assinada a menos.  Em seguida aparece a cidade de São Paulo, com menos 186 vínculos.  Em oposição a redução sofrida pelas regiões, o setor de alimentação conseguiu alavancar São Caetano do Sul, considerada a cidade com o maior desempenho municipal desse período, com a elevação de 404 vagas formais no terceiro trimestre.

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