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Projeção do PIB permaneceu inalterada de uma semana para outra, informou o Banco Central

O Boletim Focus, pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC), estima que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 4,81% neste ano. No boletim divulgado na primeira semana de 2017 a estimativa das instituições financeiras consultadas pelo BC era de 4,87%.

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A projeção para a inflação de 2016 também foi reduzida, segundo informou nesta segunda-feira (9) o Banco Central. Na semana passada a projeção foi de 6,38%, na estimativa desta segunda-feira (9) ela é de 6,35%.

Já a projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia, ou seja, do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu inalterada da semana passada para cá, com perspectiva de crescimento de 0,50% este ano.

Selic

Para a taxa básico de juros, Selic, as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central a projeção mante-se estável, em 10,25% ao ano. Desta forma, os consultados para o Boletim Focus continuam a sinalizar que o Comitê de Politica Monetária mantenha a estratégia de redução da Selic.

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Diante da recessão econômica em que o País ainda se encontra e da melhora na inflação no final do ano e começo de 2017, o BC tem sinalizado que pode intensificar o corte da taxa básica. Nas duas últimas reuniões, Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano. Fica agora a expectativa de como o Comitê enxerga o novo cenário econômico. Na terça-feira (10) eles se reúnem pela primeira vez em 2017 e anunciam a redução ou não da taxa Selic na quarta-feira (11).

Vale ressaltar que a taxa Selic é um dos instrumentos usados pelo Banco Central para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

* Com informações da Agência Brasil

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