Brasil Econômico

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O recém-eleito presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já influencia os negócios do país. Mesmo não desfrutando do cargo, uma crítica feita nesta terça-feira (3), influenciou a decisão da Ford - uma das marcas mais importantes de automóveis do mundo - em não fazer investimentos no México. No caso, a empresa construiria uma fábrica no país mais criticado por Trump.

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Evan El-Amin/shutter
Investimento de Ford é cancelado após crítica de Donald Trump

O plano A da Ford envolveria um investimento de US$ 1,6 bilhão. Com a desistência, a multinacional abrirá uma fábrica em Michigan, nos Estados Unidos, com um investimento de US$ 700 milhões, valor bem a baixo do orçado para o México. O intuito da empresa é fabricar nessa unidade veículos elétricos e autônomos.

Como se isso já não fosse o suficeinte, Trump fez um “alerta” a General Motors. O bilionário deixou claro que se a empresa continuar montando o Chevy Cruze no México e enviando-o aos Estados Unidos, livre de tributos, essa terá que arcar com impostos.

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Neoliberalismo?

As ameaças feitas por Donald Trump e a recém-desistência da Ford está inquietando especialistas e estudiosos sobre a liberdade empresarial e a regulamentação de mercado, tão defendida por neoliberais.

A escolha da Ford de abrir uma fábrica no México se deu por causa da competitividade do mercado mexicano. Segundo os estudiosos, no país latino a venda e a produção dos automóveis seriam mais positivas e expressivas em comparação com o mercado estadunidense. Ou seja, aos olhos deles o plano B (abrir a fábrica em Michigan) não é bom para a economia dos Estados Unidos, pois isso trará reflexos no preço final dos produtos.

Mesmo com a mudança brusca em relação ao novo investimento, Mark Fields, presidente-executivo da Ford, se mostra positivo com a presidência de Donald Trump, que entrará em vigor no próximo dia 20. Em declaração,  Fields disse que a Ford está animada pelos planos pró-crescimento que o presidente eleito e o novo legislativo apontam prosseguir.

Eleição

A vitória de Donald Trump foi anunciada no dia 9 de novembro e mexeu com o mundo inteiro. Para alguns, foi a confirmação de que dias com discursos de intolerância não irão embora tão cedo. Para outros, a salvação de ameaças terroristas. O fato é que, Trump é uma figura polêmica até mesmo após sua conquista, dessa vez existe a desconfiança do envolvimento da Rússia nas eleições estadunideses para influenciar o resultado. Vladimir Putin teria ajudado a vazar documentos envolvendo a ex-candidada democrata, Hillary Clinton, em ações corruptas.

*Com informações de Agência Brasil

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