Tamanho do texto

Região Norte obteve a maior alta de empresas inadimplentes, com avanço de 8, 97%. Em seguida estão as regiões Sudeste, Centro-Oeste e o Sul do País

Brasil Econômico

Em novembro, o indicador do SPC Brasil  também registrou um aumento no número de dívidas de pessoas jurídicas pelo setor credor
Thinkstock
Em novembro, o indicador do SPC Brasil também registrou um aumento no número de dívidas de pessoas jurídicas pelo setor credor

Com taxas menores que as registadas no início do ano, empresas inadimplentes seguem com um resultado crescente na comparação anual. Segundo o indicador observado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) houve uma alta de 6,80% em novembro, ao se comparar com igual período do ano anterior. Em outubro, o indicador registrou variação anual de 7,27%.

+ Brasileiros carregam dívidas do Natal de 2015, apontou pesquisa do SPC Brasil

Além do crescimento no número de empresas inadimplentes, o indicador da SPC Brasil  registrou também um aumento na quantidade de dívidas atrasadas em nome de pessoas jurídicas, sendo 6,40% maior no mês de novembro em relação ao mesmo mês do ano de 2015.

Dados das cinco regiões brasileiras foram levados em consideração, sendo a região Norte a que obteve o maior aumento no número de empresas inadimplentes, com cerca de 8,97%, resultado semelhante ao mesmo período de 2015. Em segundo lugar aparece a região Nordeste, com 8,60% e em seguida o Sudeste, Centro-Oeste e Sul, com 6,15%, 6,11% e 5,31%, respectivamente.

+ Consumidor evitou compras parceladas no Natal, aponta SPC Brasil 
“De um lado, a recessão econômica afeta a capacidade de pagamento das empresas e, do outro, a falta de confiança dificulta o acesso ao crédito por meio de análises de crédito mais rigorosas e taxas de juros mais elevadas”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, em relação ao movimento da inadimplência abrangentes as empresas e aos consumidores. Segundo Pinheiro, ambos sofrem atualmente influências  de dois vetores centrais que trabalham em direções divergentes.

Em novembro, o indicador também registrou um aumento no número de dívidas de pessoas jurídicas pelo setor credor, obtendo dados de para quem as empresas estavam devendo. O comércio apareceu com 11,34%, com a maior alta observada. Em seguida, a indústria com cerca de 7,38%. E por fim, o segmento de serviços que engloba bancos e financeiras, com 5,57%.

Em termos de participação no que se diz respeito ao total das dívidas, o setor de serviços possuiu maior destaque, com 69,11%. Em seguida, aparece o comércio e a indústria, com 17,29% e12,03%, respectivamente.

Método de Análise

O indicador de inadimplência das empresas registra todas as informações encontradas na base de dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).  É importante ressaltar, que os dados encontrados referem-se as capitais das 27 unidades da federação, sendo elas do interior. 

+ Comércio é o setor com maior índice de inadimplência, aponta SPC Brasil