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Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings, Serasa Experiam e ACVarejo divulgam índices comparando as vendas de Natal deste ano com o de 2015

Brasil Econômico

Natal: vendas do varejo amargam queda de 4% este ano
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Natal: vendas do varejo amargam queda de 4% este ano

Balanço da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) apontou que os lojistas de shoppings tiveram queda de 3% nas vendas de Natal, na comparação com igual período do ano anterior.  Mesmo com o resultado negativo o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, acredita que o varejo deva se recuperar no primeiro trimestre de 2017. 

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Já o balanço do Serasa Experian sinaliza que esse foi o Natal com o pior índice de vendas ao varejo desde 2003, ao amargar resultado negativo de 4% no período. Segundo as entidades, o resultado negativo foi impulsionado por fatores como a "dificuldade em obtenção de crédito,  juros muito elevados, créditos restritivos para camadas sociais mais vulneráveis, fragilidade no mercado de trabalho e insegurança no cenário político econômico".

O balanço da Alshop apontou ainda que alguns segmentos do varejo tiveram desempenho melhor em vendas, sendo eles: perfumaria e cosméticos, moda masculina e feminina, calçados, brinquedos, bijuteria e acessórios. A entidade ainda revela uma redução nominal de 3,2% nas vendas, com movimentação financeira de R$ 140, 5 bilhões em 2016.

Indicador do SPC Brasil apontou que os consumidores preferiram pagar suas contas de Natal à vista, ouvindo o que especialistas em finanças pessoais sugerem. Em contraponto, nos shoppings foi indicado que 55% dos consumidores pagaram suas compras no cartão de crédito ou débito, enquanto 25% optaram por pagar no cartão private label ou carnês, 10% em dinheiro e os outros 10% em cheque.

São Paulo

Por outro lado, a ACVarejo da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) comparou em um estudo próprio as vendas entre o período janeiro-outubro de 2015 com o mesmo período deste ano. Os índices apontam para o encolhimento das vendas varejistas de São Paulo de 6,6%.

 Os dados são referentes ao varejo ampliado, o que inclui automóveis e material de construção,  e a explicação pelos resultados negativos se encontram no fato de haver alto desemprego no País, repercutindo em uma menor renda do brasileiro e também o maior custo de crédito.

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Mensal

Somente no mês de outubro a queda de vendas no varejo do Estado de São Paulo foi de 11,9%, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. O número é ainda pior do que o do mês de setembro, que apontou para uma redução de 10,1% da venda do comércio, se também equiparado ao ano passado.

 Alencar Burti, presidentes da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), acredita que a melhora da situação financeira das famílias acarretará na recuperação direta do setor no próximo ano. O presidente ainda lembra que é essencial que ocorram reduções menos tímidas da taxa básica de juros, por parte do Banco Central.

Regiões

A pesquisa foi realizada em 20 regiões paulistas e todas apresentaram resultados negativos no volume de vendas de varejo. Os locais que apresentaram maiores recuos foram a região Metropolitana Oeste e o Litoral com baixas de 16,9% e 16%, respectivamente.

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 Já o Vale do Paraíba e Jundiái foram os lugares onde houveram as menores quedas nas vendas do varejo, 6,4% e 7,4% são os índices respectivos. Em todos os setores considerados houve recuo. Lojas de vestuários, tecidos e calçados tiveram um recuo de 15,2%, concessionárias de veículos , 16% e outros tipos de comércio varejista, 16,8%.


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