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Setor apresentou queda em 12 dos 19 segmentos pesquisados; utilização da capacidade instalada apresentou menor nível em toda a série histórica

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) atingiu, em dezembro, o menor patamar desde junho deste ano. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE), o setor apresentou um resultado 2,2 pontos menor na comparação com o mês anterior, atingindo 84,8 pontos. Em junho, o índice ficou em 83,4 pontos.

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A confiança  caiu em 12 dos 19 segmentos industriais pesquisados e atingiu tanto a avaliação sobre o atual cenário, quanto as projeções para os meses seguintes. O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 2,2 pontos, passando para 82,9 pontos. O que mais influenciou o resultado foi a percepção do setor sobre o nível de demanda. Com piores avaliações sobre a demanda interna, o indicador caiu 3,5 pontos, marcando 81,8 pontos.

Assim como a confiança, índice de expectativa com volume de pessoal ocupado nos meses seguintes registrou queda
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Assim como a confiança, índice de expectativa com volume de pessoal ocupado nos meses seguintes registrou queda

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A coordenadora da Songadem da Indústria da FGV/IBRE, Tabi Thuler Santos, destaca que a indicador diminuiu em um cenário com desempenho já abaixo do esperado. "O resultado da sondagem industrial de dezembro, com queda da confiança e nível recorde de ociosidade, joga um balde de água fria sobre indicadores que já estavam mornos", explica. O percentual de empresas que consideram forte o nível atual de demanda diminuiu de 9% para 6% entre novembro e dezembro. As que consideram o nível fraco aumentou de 35,5% para 36,1%. 

O Índice de Expectativas (IE) registrou queda de 1,8 ponto, chegando a 87,1 pontos. A maior contribuição para o resultado veio da expectativa com o volume de pessoal ocupado nos três meses seguintes. O indicador apresentou queda de 3,8 pontos. Com 80,6 pontos, o índice teve o quinto recuo consecutivo, maior apenas que o registrado em maio de 2015. O percentual de empresas que esperam aumento do pessoal ocupado passsou de 11,5 para 10,7%.

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Por outro lado, a parcela de empresas que projetam diminuição cresceu, passando de 20,8% para 21,6%, contribuindo para a queda da confiança. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada, que havia registrado o menor desempenho em fevereiro deste ano, apresentou resultado ainda pior em dezembro. O índice atingiu 72,5% e registrou um novo patamar mínimo para a série histórica, iniciada em 2001.

* Com informações da Agência Brasil.