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Para lojista, o fato da data ter caído em um sábado contribui para um menor movimento, mas consumidores relatam maior dificuldade para fazer compras

Movimento na ladeira Porto Geral e rua 25 de março as vésperas do Natal na cidade de São Paulo
Paulo Pinto / Fotos públicas
Movimento na ladeira Porto Geral e rua 25 de março as vésperas do Natal na cidade de São Paulo

O movimento na Rua 25 de Março, famoso ponto de comércio popular em São Paulo, foi tranquilo neste sábado (24), véspera de Natal. Os consumidores aproveitaram o bom tempo para comprar presentes de última hora e os últimos produtos necessários para a ceia.

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Na opinião de David Jefferson, encarregado dos Armarinhos Fernando, o fato da véspera ter caído em um sábado contribui para o baixo movimento. “A gente já esperava que hoje ia ser um pouco mais fraco, por ser sábado. Acho que o pessoal está viajando, também. Muita gente antecipou as compras.”

Outro problema é que o bolso do consumidor não está tão ‘cheio’ este ano. O padeiro Douglas Fernandes aproveitou para comprar lembranças para o filho e os sobrinhos, mas teve que se segurar. "Minha profissão é muito de combinar o salário com o patrão. Então, os patrões estão dando uma segurada.”

Ele acredita que a crise econômica que afeta o País forçou os comerciantes a anteciparem as promoções de fim de ano. “Os preços estão melhor do que no ano passado, porque eles sabem que se não abaixassem o preço, não iam vender.”

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Já a empresária Dora Neide Tavares, de 53 anos, teve mais dificuldade. “Este ano foi bem mais difícil. Tudo bem mais caro, tanto a parte da ceia, como os presentes”, afirmou. “Troquei os ingredientes [para a ceia] e diminuí a quantidade. Este ano, tirei o pernil e deixei só um peru. E diminuí a quantidade de frutas secas. Mas vai ser uma ceia recheada e gostosa. O importante é a gente reunir a família e ter paz.”

Queda nas vendas

O balanço das vendas divulgado pela Associação Comercial de São Paulo, no último dia 16, indicou uma queda de 7,2% no movimento do varejo paulistano na primeira quinzena de dezembro, em comparação com o mesmo período de 2015. As vendas à vista caíram 9,8% e a comercialização a prazo diminuíram para 4,6%.

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No entanto, a sondagem divulgada pela Federação do Comércio de São Paulo, na última quinta-feira (22), mostrava que parte dos empresários continuava otimista. A pesquisa, que ouviu 100 lojistas, entre os dias 15 e 19 de dezembro, indicou que, na média, era esperado um crescimento de 3% nas vendas para o Natal deste ano.

Os dados mostram ainda que 50% dos empresários estão fazendo algum tipo de promoção para melhorar as vendas, focando principalmente nos descontos especiais (68%).

*Com informações da Agência Brasil

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