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Em novembro, moeda norte-americana saltou de R$ 3,35, em média, para R$ 3,57; elevação causou o menor nível de gastos de turistas desde maio

A alta do dólar fez os gastos de turistas brasileiros no exterior caírem em novembro. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (20), as depesas com viagens internacionais somaram US$ 1,204 bilhão no período. Este foi o menor nível desde maio deste ano, quando os brasileiros usaram US$ 1,113 bilhão no exterior.

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O resultado vem um mês depois do maior nível registrado no ano. Em outubro, os gastos com viagens ao exterior tinham somado US$ 1,421 bilhão. Apesar da queda em novembro, as despesas seguem maiores que os US$ 971,4 milhões registrados no mesmo período do ano passado. Em novembro, o  dólar turismo saltou de R$ 3,35, em média, para R$ 3,57.

Segundo Banco Central, alta do dólar foi causada pela eleição de Donald Trump e elevação dos juros nos Estados Unidos
Carlos Severo/Fotos Públicas
Segundo Banco Central, alta do dólar foi causada pela eleição de Donald Trump e elevação dos juros nos Estados Unidos

Segundo o BC, a alta foi causada pela eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos e pelas expectativas de que o banco central norte-americano, o Federal Reserve (Fed), aumentasse os juros da maior economia do planeta, o que ocorreu em reunião na semana passada.

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A redução dos gastos no exterior e as exportações de plataforma de petróleo contribuíram para o aumento do saldo de transações correntes. Em novembro, a conta ficou negativa em US$ 878 milhões, contra déficit de US$ 3,339 bilhões, na comparação outubro, e déficit de US$ 2,948 bilhões em novembro do ano passado. No acumulado de 12 meses, o déficit em transações correntes atinge US$ 20,261 bilhões. O valor é equivalente a 1,12% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período do ano passado, este índice estava em US$ 68,063 bilhões, ou 3,67% do PIB.

Transações correntes

O saldo em transações correntes é formado pela soma dos saldos da balança comercial e das balanças de serviços (exportações menos importações de serviços), de renda (conta que engloba pagamento de juros e remessas de lucros e dividendos para o exterior) e as transferências unilaterais (doações de brasileiros que vivem no exterior ou de organizações estrangeiras para o Brasil). O indicador mede a vulnerabilidade do país a crises externas. Quanto menor o déficit, mais sólida é a situação do país.

Se o resultado das transações correntes ficar negativo, o País passa a depender do mercado financeiro e de investimentos estrangeiros diretos (investimentos internacionais que geram emprego no País) para ter resultados positivos no balanço de pagamentos que segurem a desvalorização do real e acumular reservas internacionais, que servem como seguro do país contra a dívida externa.

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Os investimentos estrangeiros diretos, investimentos internacionais que geram emprego no País, somaram US$ 8,752 bilhões em novembro. O valor também ficou acima das projeções do Banco Central de US$ 6,5 bilhões para o mês passado. Nos 11 primeiros meses do ano, os investimentos diretos em dólar totalizaram US$ 63,657 bilhões, alta em relação aos US$ 59,864 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

* Com informações da Agência Brasil.

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