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A queda foi influenciada, principalmente, pelo grupo de alimentação, que teve recuo de 0,12% ante alta de 0,42% registrada no último levantamento

Apesar da queda no custo de vida, São Paulo registrou alta de 0,37% no grupo de habitação em novembro
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Apesar da queda no custo de vida, São Paulo registrou alta de 0,37% no grupo de habitação em novembro

A cidade de São Paulo registrou uma queda no Índice do Custo de Vida (ICV) entre os meses de outubro e novembro. A redução, de 0,28%, foi inferior à registrada entre setembro e outubro, de 0,37%. As informações são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Considerando o acumulado do ano, o índice atingiu 6,03%, enquanto nos últimos 12 meses chegou a 6,84%.

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A redução no custo de vida em São Paulo foi influenciada, principalmente, pelo grupo de alimentação, que teve recuo de 0,12% ante alta de 0,42% no último levantamento. Entre os ítens que mais contribuíram para a queda estão os produtos in natura e semielaborados (-0,21%) e os da indústria alimentícia (-0,29%).

Entre os destaques, estão o feijão carioquinha, que ficou 17,10% mais barato, os legumes, com redução de 8,54%, os ovos, que tiveram queda de 2,67% e o leite in natura, que agora está 1,64% mais em conta. As frutas, por outro lado, subiram 5,48%. As raízes e tubérculos (0,72%), carnes (0,66%) e hortaliças (0,21%) também tiveram aumento nos preços. 

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Os aumentos mais elevados foram constatados nos grupos despesas diversas (1,26%); transportes (1,03%); saúde (0,88%) e habitação (0,37%). Em equipamento doméstico, houve queda de 0,73%; e em despesas pessoais, recuo de 0,76%. No grupo vestuário, a taxa teve variação de 0,34%; em educação e leitura, de 0,03% e recreação, de 0,24%.

Na média do ICV, foi verificada queda nos três extratos de renda pesquisados. Entre os mais pobres, com renda média mensal de R$ 377,49, o índice apresentou alta de 0,1% ante 0,2%. Já na classe intermediária, com ganho mensal de R$ 934,17, a taxa apresentou alta de 0,24% ante 0,34%. Entre as famílias com as melhores condições financeiras (média de R$ 2.792,90), o ICV aumentou em 0,34%, taxa menor do que na última pesquisa (0,42%).

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O ICV

Fornecendo informações relativas ao poder de compra da população, a avaliação do ICV é realizada para basear os reajustes de salários. O índice trabalha em cima de uma pesquisa de orçamentos familiares. Este levantamento foi concluído pelo Dieese no ano de 1996, avaliando dados de consumo de bens de serviços e os tipos das despesas realizadas. Além disso, o Índice do Custo de Vida também registra informações relativas à renda, educação, condições de moradia e ocupação.

*Com informações da Agência Brasil

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