Agência Brasil

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Divulgação/ Ministério da Fazenda
O ministro Henrique Meirelles pode anunciar nova retração do PIB no final do mês de novembro

Após dois meses consecutivos de queda, a atividade econômica do Brasil apresentou crescimento de 0,15% no mês de setembro, ao se comparar com agosto, segundo informou nesta quinta-feira (17) o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).  Em agosto o indicador teve recuo de 1,01% e em julho, a queda foi de 0,18%, dados esses dessazonalizados.

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No terceiro trimestre – de julho a setembro, a queda foi de 0,78% na comparação com o segundo trimestre de 2016. Na comparação anual – terceiro trimestre de 2016 versus terceiro trimestre de 2015 – a retração apurada pelo Banco Central foi de 3,84%.

Segundo o Banco Central esse foi o sétimo trimestre consecutivo em que houve queda no nível da atividade econômica, o que evidencia que o País ainda não começou a recuperação da economia.  No ano, o IBC-Br acumula queda de 4,83% e, em 12 meses, retração de 5,23%.

A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) só será divulgado no final do mês de novembro, mas com os resultados da atividade econômica e o resultado do ano anterior, quando o PIB teve queda de 3,8%, a estimativa é que neste ano o recuo seja maior e fique em 3,37%. Já a estimativa da equipe econômica era que o PIB de 2016 tivesse leve alta de 1,6%, mas, com os indicadores atuais essa projeção pode não seconcretizar.

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Selic

O IBC-Br avalia a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o Banco Central a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. Após quatro anos de altas consecutivas, em outubro o BC reduziu a taxa de juros para 14% ao ano e não sinaliza nova queda em curto prazo.

A inflação também é um ponto que tem sido analisado de forma cuidadosa pela equipe econômica do governo. O BC estima que ela fique no teto da meta, que é de 4,5%, podendo variar dois percentuais para mais ou para menos no período. O mercado financeiro estima que a inflação seja de 6,84% em 2016. O índice, mesmo não ficando na meta do BC, será menor que o visto em 2015, quando a inflação somou 10,67% no ano.

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