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Elisa Rodrigues/SPTrans
Transporte foi o segmento que mais teve peso no resultado negativo do setor de serviços medido pelo IBGE

O setor de serviços apresentou queda de 4,9% em setembro na comparação com igual período do ano anterior, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  O resultado é o pior para o mês de setembro desde 2012.  Na comparação com o mês de agosto, a retração foi 0,3%.

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Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE , no acumulado nos nove meses de 2016 a queda no segmento foi de 4,7% e, nos últimos 12 meses, de 5,0%.   O resultado negativo foi influenciado pelo segmento de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio com retração de 2,9 pontos percentuais (pp), seguido de serviços de informação e comunicação com – 0,7pp, serviços prestados às famílias, negativo em 0,3. Os valores não tiveram ajuste sazonal.

Comparação trimestral

No terceiro trimestre, com ajuste sazonal, o segmento de serviços no Brasil teve queda de 0,5% na comparação com o igual período de 2015. O resultado é inferior aos apurados no segundo trimestre quando o segmento teve queda de 1,1% e no primeiro, quando o recuo foi de 1,4%. “Em relação ao terceiro trimestre de 2015, a taxa foi de -4,4%. Esses resultados sinalizam um menor ritmo de queda no setor”, segundo dados da PMS.

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Entre as atividades pesquisadas pelo IBGE, na comparação com o trimestre anterior – terceiro trimestre versus segundo trimestre –, os serviços prestados às famílias registraram crescimento de 1,1%, seguido dos serviços profissionais, administrativos e complementares com leve alta de 0,2% e os transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio também positivo em 0,2%. O segmento de outros serviços registrou queda de 0,9% e os serviços de informação e comunicação apresentaram variação nula no período analisado. As Atividades turísticas registraram queda de 0,1%.

Na comparação com o terceiro trimestre do ano anterior (2015), todos os segmentos apresentaram quedas, mas em patamares inferiores aos dos trimestres anteriores, à exceção do segmento de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio com retração de 8,9%, contra retrações de 6,7% no segundo trimestre e 5,2% no primeiro trimestre, informou pesquisa do IBGE.

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