Agência Brasil

undefined
Agencia Brasi
Indústria de São Paulo pode atrasar o pagamento do 13º salário dos funcionários

A inadimplência e a falta de capital de giro podem fazer com que a maioria das empresas vinculadas ao Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi) atrasem o pagamento do 13º salário dos seus funcionários. Por lei, as empresas têm até o dia 30 de novembro para o pagamento da 1º parcela e 20 de dezembro para segunda parcela do 13º.

+ Saiba o que fazer com a primeira parcela do 13º salário

Pesquisa encomendada pelo Simpi ao Datafolha, o indicador de atividade da micro e pequena Indústria, apurou que pelo menos 17% das empresas podem não pagar o 13º salário dentro do prazo, o que representa um universo de 53 mil indústrias. 

O levantamento constatou ainda que 70% das empresas entrevistados passam por dificuldades financeiras e que 80% vão recorrer ao capital próprio. “O uso de recursos próprios é consequência da ausência de crédito no mercado”, afirmou o Simpi em nota divulgada nesta quarta-feira (16).

Outro dado apurado pela pesquisa apontou que apenas 9% das indústrias pretendem buscar empréstimos nos bancos; 8% têm a intenção de recorrer a outras fontes, como empresas financeiras ou pessoas conhecidas, e 3% indicaram o uso do cheque especial.

+ Abramat estima retração de 10% na indústria de material de construção

Sindicato da Micro e Pequena Indústria  do Estado de São Paulo justifica que cresceu a proporção de empresas que sofreram calotes, o que ressalta a possibilidade de atraso no pagamento do 13º salário dos funcionários. Em setembro, 45% delas registraram casos de inadimplência de seus clientes, taxa que passou para 51%, em outubro. Foi apurado ainda que o valor das dívidas em atraso chegou a mais de 30% do faturamento em setembro, tendo um acréscimo de mais 5% em outubro, de acordo com 14% dos empresários entrevistados.

Quase metade dos consultados na pesquisa do Simpi, ou seja 45% dos respondentes, afirmaram que pioraram as condições para quitar o salário extra, em relação a igual período de 2015. Outros 34% avaliaram que a situação é a mesma enfrentada e para 21%, houve melhora no quadro.

Melhoria

Para 48% dos industriais do Estado de São Paulo, a tendência é de melhora no cenário nacional. No quesito satisfação com a situação econômica do País, o índice subiu de 26 pontos em agosto, para 28 em outubro. Em relação a essa mesma percepção sobre o Estado de São Paulo, também teve alta, passando de 43 pontos para 50.

Quando consultados sobre a gestão do atual presidente do Brasil,  Michel Temer, 53% a classificaram como ótima ou boa ante 47%, em setembro. Outros 30% consideram regular, parcela 1% abaixo do verificado no mês anterior e 11% acham ruim ou péssimo, sendo o percentual inferior ao mensurado em setembro (19%). Os que não souberam opinar sobre a gestão de Temer diminuiu de 9% para 7%. O Simpi informou ainda que 42% das MPIs de todo o País estão concentradas em São Paulo. O não pagamento do 13º salário pode gerar queda nas vendas no Estado. 

 + Estoque alto faz indústria ter queda na confiança, aponta FGV

    Veja Também

    Mais Recentes

      Mostrar mais

      Comentários