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Embraer tem nova reunião marcada com o Sindicato para o próximo dia 23

A Embraer anunciou ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região a intenção de afastar de seus postos de trabalho até dois mil trabalhadores por meio de um layoff, que é uma suspensão temporária do contrato de trabalho.

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O anúncio veio durante uma reunião realizada nesta quinta-feira (10), em São José dos Campos, entre as direções da Embraer  e do Sindicato, que é filiado à CSP-Conlutas.

O afastamento envolveria trabalhadores de diversos setores da empresa, entre janeiro de 2017 e o segundo semestre de 2018. Uma nova reunião entre empresa e Sindicato já está marcada para o próximo dia 23.

Na mesa de negociação, o Sindicato considerou que os trabalhadores não devem ser responsabilizados pelos prejuízos causados pelo envolvimento da empresa em recentes casos de corrupção na República Dominicana e em outros países.

Recentemente, a companhia foi obrigada a pagar uma multa de US$ 206 milhões num processo conduzido pela justiça norte-americana em razão do escândalo envolvendo a alta cúpula da empresa.

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Em contraposição ao layoff e para garantir a manutenção dos postos de trabalho, o Sindicato dos Metalúrgicos reivindicou estabilidade no emprego e redução da jornada de trabalho sem redução de salário para 36 horas semanais.

Layoff

O layoff pode ser entendido como uma suspensão temporário do trabalho. Esta medida é tomada quando a empresa está com dificuldades, permanecendo até a recuperação da companhia. 

Esta ação faz com que seja possível que a organização se ajuste a algumas situações prejudicais, como a diminuição da demanda, por exemplo. Com o layoff, é possível diminuir de forma temporário os gastos, assegurando uma recuperação mais rápida se comparada com o funcionamento normal. Para a implantação da medida, no entato, a companhia precisa negociar com o sindicato correspondente. 

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Não existem prazos definidos para o período de layoff, mas existem algumas limitações, que variam de acordo com a natureza da dispensa temporária dos trabalhadores. Quando a medida – que a Embraer viu como solução para o momento – é aplicada por motivos de estrutura, tecnologia ou mercado, a medida pode ser estendida por, no máximo, cinco meses. Caso o motivo seja alguma catástrofe, o período de layoff pode chegar até mesmo a durar um ano. 

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