Brasil Econômico

O comércio varejista brasileiro deve terminar o ano com queda de 6% no faturamento em relação ao ano passado. De acordo com a Confederaçnao Nacional do Comércio de Bens, Serviço e Turismo (CNC), o desempenho de 2016 deve ser um dos piores em toda a história do setor. Inicialmente, o orgão previa queda de 5,4%, mas atualizou sua estimativa depois da divulgação do volume de vendas em setembro.

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De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (10), o comércio teve queda de 1% no volume de vendas entre agosto e setembro, acumulando recuo de 6,6% nos últimos 12 meses. O índice representa a terceira queda consecutiva, com queda de 2,4% de julho a setembro.

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Repodução/ITV
Setores de supermercados, móveis e eletrodomésticos são os que mais influenciaram queda de vendas no comércio

No levantamento que não considera influências sazonais, a receita nominal também apresentou recuo, com resultado 0,3% menor, depois de oito meses com resultados positivos. "A manutenção do cenário desfavorável para o mercado de trabalho, com aumento do desemprego e queda da renda, além da manutenção de um nível mais elevado do custo do crédito, proveniente da elevação da taxa real de juros, ainda vem impactando negativamente o volume de vendas do varejo”, diz o economista da CNC, Bruno Fernandes.

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Na série sem ajuste sazonal, o volume de vendas no varejos registrou queda de 5,9% no mês de setembro, em comparação com o mesmo período do ano anterior. De acordo com o levantamento, este é o 18ª mês seguido com taxas negativas. Assim, as vendas apresentaram queda de 6,5% nos primeiros novs meses do ano, em comparação com o mesmo intervalo de 2015.

Em comparação com agosto, a queda no volume de vendas teve maior influência negativa no resultado global nos setores de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,4%) e de móveis e eletrodomésticos (-2,1%). Os demais recuos foram observados em livros, revistas e papelaria (-2,0%); tecidos, vestuário e calçados (-0,7%); e combustíveis e lubrificantes (-0,5%).

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O comércio varejista ampliado, que, além do varejo, considera as atividades de veículos, motos, partes e peças, e material de construção, ficou praticamente estável, com queda de 0,1%, em relação a agosto. O cálculo apresentava quedas há seis meses, com perda de 6,5% entre março e agosto, e foi influenciado por altas no setor na área de veículos, motos, partes e peças (2,9%). Em relação ao mesmo período do ano anterior, o varejo ampliado registrou queda de 8,6% para o volume de vendas.

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