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Dados da entidade mostram que o setor supermercadista apresentou o maior índice de perdas entre os segmentos, 2,26%, seguido por construção (1,19%), magazines (1,16%), moda (15) e perfumaria (0,96%)

Brasil Econômico

Supermercados precisam desenvolver ações para evitar que as perdas impactem de forma negativa o faturamento
Reprodução
Supermercados precisam desenvolver ações para evitar que as perdas impactem de forma negativa o faturamento

Pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) apontou que o supermercado é o segmento mais afetado pelas perdas no ponto de venda. Furtos, quebra de produtos e itens com prazo de validade vencido estão entre os fatores que atrapalharam o desempenho das redes supermercadistas em 2015 e fazem com que o segmento vigore como a operação mais suscetível a perdas no País. No ano passado, o setor apresentou 2,26% de índice de rupturas no ponto de venda, ficando a frente dos demais segmentos do varejo.

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A comparação entre supermercados com os demais setores do comércio é possível dimensionar a diferença entre os segmentos. Nas perfumarias as perdas foram de 0,96%, nos magazines (lojas de departamento) 1,16% e nas lojas de material de construção, o indicador de perdas foi de 1,19%.

Principais causas

A entidade apurou que o vencimento de produtos é o maior responsável pelas perdas com 39,6% de participação no resultado negativo aos supermercados , seguido do armazenamento inadequado com 19,7%. Perdas não identificadas e quebras representam no índice de perdas 1,23% e 1,03%, respectivamente. Os furtos internos, geralmente feitos por quem está dentro da loja ou dos estoques, representa 14,2% e os externos 22,5%. Segundo o presidente do presidente da Comissão de Prevenção, Auditoria e Gerenciamento de Risco (CPAR), da SBVC, Carlos Eduardo Santos, é preciso conscientizar os empresários do setor para investir em medidas de prevenção. 

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Ainda segundo o levantamento da SBVC, os empresários donos de supermercados pouco investem em medidas para prevenir e evitar que essas perdas impactem o faturamento de suas operações. “É muito mais difícil aumentar as vendas do que reduzir as perdas, e nosso papel é fazer com que as empresas saibam mais sobre prevenção, pois ela gera bons resultados rapidamente”, disse Santos. A pesquisa analisou todos os formatos do setor – lojas de vizinhança, supermercados, hipermercados e atacados–, com uma amostra de 1355 lojas e 34 centros de distribuição.

Produtividade

Na opinião do presidente da SBVC, Eduardo Terra, os donos de supermercados , hipermercados e atacados precisam desenvolver iniciativas quer impeçam que as perdem continuem impactar negativamente o desempenho dos supermercados no País. “O estudo traz dados de extrema relevância ao mercado e faz uma analise sobre a competitividade do varejo brasileiro na redução de custo e busca por produtividade e eficiência. As perdas são elementos importantíssimos nesse cenário, principalmente em tempos de instabilidade econômica. Queremos fortalecer a implantação deste posicionamento estratégico, para que o varejo trabalhe de forma precisa e eficiente as reduções de perdas”, enfatizou Terra.

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