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Volume dos serviços recuou 1,6% de julho para agosto, após crescimento de 0,7% em julho ante junho, indicou levantamento divulgado nesta quarta-feira

Em todo o país, volume dos serviços caiu 4,7% nos primeiros oito meses de 2016
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Em todo o país, volume dos serviços caiu 4,7% nos primeiros oito meses de 2016

O volume dos serviços recuou 1,6% de julho para agosto, após crescimento de 0,7% em julho ante junho, fechando os primeiros oito meses de 2016 com queda acumulada de 4,7%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que a  queda é ainda maior quando a comparação é feita com agosto de 2015: 3,9%. Essa é a 17ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação e a maior queda registrada pelo IBGE para os meses de agosto de toda a série histórica iniciada em janeiro de 2012.

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Por outro lado, a receita nominal do setor, de serviços , embora tenha fechado negativa em agosto comparativamente a julho em 0,4%, nos primeiros oito meses do ano acumulou alta de 0,5%, em ambos os casos na série livre de influências sazonais. 

O recuo de 1,6% de julho para agosto no volume dos serviços reflete retrações nas atividades de serviços prestados às famílias (-1,6%); serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,3%); e outros serviços (-1,2%). Já o agregado especial das atividades turísticas apresentou recuo de 0,8%, também na série dessazonalizada.

Rio de Janeiro e os impactos dos Jogos Olímpicos

O levantamento do IBGE indica que o volume dos serviços cresceu 2,7% no início do segundo semestre no Rio de Janeiro em consequência dos Jogos Olímpicos .

Os impactos positivos dos jogos sobre a cidade ficam ainda mais evidentes quando se constata que, nos dois meses imediatamente anteriores, o volume de serviços, ainda na série livre de influências sazonais, foi negativo. Houve queda de 0,9% de maio para junho e de 1,7% de junho para julho.

Em relação aos resultados regionais de agosto, as maiores variações positivas de volume em relação a julho foram registradas (depois do Rio de Janeiro) no Ceará (2,1%) e no Rio Grande do Sul (1,4%), enquanto as maiores variações negativas ocorreram em Rondônia (-14,3%), Espírito Santo (-6,2%) e Mato Grosso (-6,1%).

Na comparação com agosto de 2015, todas as unidades da federação apresentaram variações negativas, sendo as maiores registradas em Rondônia (-21,2%), Amazonas (-16,1%) e Espírito Santo (-13,9%).

Segundo o IBGE, o impacto da Olimpíada nas atividades turísticas no Rio de Janeiro pode ser observado quando analisado o segmento é separadamente. Houve crescimento de 1,7% da atividade em agosto e de 0,6% em julho, enquanto em junho o número foi negativo em 0,9%.

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Os resultados da receita nominal tornam esta influência ainda mais evidente, ao apontar para um crescimento de 7,3% frente a julho, na série livre de influências sazonais, e de 25,6% na comparação com agosto de 2015. 

No que se refere aos resultados sem ajuste sazonal, quando a comparação se dá com igual mês do ano anterior, o impacto da Olimpíada fica mais evidente nos serviços de alojamento e alimentação, que cresceram 15,6% em termos de volume, na comparação com agosto de 2015, e 42,6%, em termos de receita nominal.

* Com informações da Agência Brasil