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A Anefac, assim como outras instituições financeiras, prevê a redução da taxa Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14,25% para 14%

Efeito da redução da taxa Selic nas condições do crédito é pequeno porque “existe um deslocamento muito grande” entre a taxa básica e os juros cobrados dos consumidores
Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas
Efeito da redução da taxa Selic nas condições do crédito é pequeno porque “existe um deslocamento muito grande” entre a taxa básica e os juros cobrados dos consumidores

A redução da taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de acordo com a previsão de analistas do mercado financeiro, não terá efeito muito grande nos juros do crédito ao consumidor, que deve manter a atratividade dos rendimentos em fundos de renda fixa em relação à poupança. A avaliação é da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

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A Anefac, bem como outras instituições financeiras, prevê a redução da taxa Selic de 14,25% para 14%. As estimativas serão apresentadas na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que acontecerá na terça-feira (18) e na quarta-feira (19).

O efeito da redução da Selic nas condições do crédito é pequeno porque, segundo a associação, “existe um deslocamento muito grande” entre a taxa básica e os juros cobrados dos consumidores. A taxa média para os consumidores chega a 158,47% ao ano, provando variação de mais de 1000% entre a Selic e os juros do crédito.

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Os juros cobrados do comércio serão reduzidos em 0,46% na taxa anual, passando do patamar de 98,95% para 98,50% ao ano. No cartão de crédito, os juros cairão 0,25% chegando em 461,86% ao ano.

Em relacão ao empréstimo pessoal dos bancos, os juros passarão de 73,52% para 73,13% ao ano, enquanto, os do empréstimo pessoal de financeiras, vão de 166,17% para 165,58% ao ano. A taxa média de juros passará de 158,47% para 157,90% ao ano, reduzindo 0,36%.

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O que é a Selic

A taxa Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação. Quando mantém a taxa, o Copom considera que ajustes anteriores foram suficientes para alcançar o objetivo de controlar a inflação.

*Com informações da Agência Brasil

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