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Fazer pagamentos à vista, comparar preços e até mudar a alimentação pode ajudá-lo a economizar em épocas de crise econômica; conheça outras dicas

Brasil deve fechar 2016 com 11,2% de desempregados, segundo o FMI
Camila Domingues/Palácio Piratini/Divulgação
Brasil deve fechar 2016 com 11,2% de desempregados, segundo o FMI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou nesta terça-feira (11) que o Índice de Medo do Desemprego caiu 6,7 pontos  entre junho e setembro deste ano. Contudo, o número de desempregados divulgado em 30 de setembro pelo IBGE não é tão animador. A taxa de desemprego medida na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) subiu para 11,8% no trimestre encerrado em agosto . Nos três meses anteriores, a taxa estava em 11,2% e já era a maior da história. 

Além disso, as previsões feitas pelo Fundo Monetário Internacional não são otimistas. Apesar de acreditar que a economia brasileira passará por uma melhora nos próximos meses, o FMI comunicou no relatório sobre o cenário da economia global que o Brasil deve fechar 2016 com 11,2% de desempregados. Hoje há 12 milhões de brasileiros desocupados. 

Atualmente, não há quem não tenha pelo menos um amigo ou familiar que esteja desempregado. Pensando nisso, o advogado e consultor financeiro Dori Boucault ensina a economizar e a não se afogar nas contas durante esse período.

1. Faça pagamentos à vista

Quando você quita um valor no momento da compra, tem mais noção de quanto dinheiro está gastando e não cai na armadilha do crédito. “Cartão de crédito faz você pensar que tem um dinheiro que não existe. O dinheiro invisível é muito perigoso”, orienta o consultor.

2. Troque a academia por exercícios ao ar livre

Tranque a matrícula da sua academia e faça caminhadas, vá a parques ou utilize outros recursos caseiros. “É uma forma de você economizar e continuar com uma rotina saudável”, comenta Boucault.

3. Mude sua alimentação

O que você gasta pedindo comida ou indo até lanchonetes pode te assustar. Troque esse método por uma visita ao mercado. Por mais que os preços dos alimentos também estejam caros, os gastos ainda são menores.

4. Faça uma lista de compra

Antes de ir a qualquer lugar fazer compras, faça uma lista e não compre mais do que colocou, a lista te ajuda a controlar o orçamento e não fará você ser levado pela sedução da compra.

5. Compare preços

Sempre que for realizar uma compra, compare os preços dos produtos. Sites, aplicativos e até mesmo visitas aos supermercados podem te ajudar a achar sempre o melhor valor para realizar sua compra.

6. Troque o carro pelo transporte público

Os gastos do carro são bem mais caros do que o do transporte público, pois além da gasolina, também tem os gastos com a manutenção. “A bicicleta também é uma alternativa”, lembra o consultor.

7. Corte gastos desnecessários

Sapatos, aparelho celular e outros utensílios podem esperar. A não ser que você realmente não tenha condições de realizar atividades sem o objeto, deixe para depois.

8.  Utilize menos energia

Diminua o tempo de banho, de televisão e luzes ligadas. “O gasto com energia é o que acaba saindo mais caro ao consumidor, economize energia e consequentemente irá economizar dinheiro”, orienta Dori.

9. Guarde dinheiro

Por mais que as contas estejam apertadas, com economia você vai ter uma renda a mais no final do mês. Guarde 1 real por dia, já vai te ajudar. “Vá reservando o dinheiro que sobrar, pois, em um momento de necessidade, você terá uma reserva”, instrui o advogado.

10. Use suas habilidades

Para conseguir uma renda a mais, use seus talentos e faça “bicos”. “Assim você terá um extra no mês para ajudar com as despesas”, finaliza o consultor. 

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