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O índice acumula no ano uma queda de preços de 0,93%. Em 12 meses, no entanto, o IPP tem inflação acumulada de 3,03%. Veja outros dados

Preços dos alimentos voltam a cair e provocam deflação em São Paulo, segundo índice revelado nesta terça
Repodução/ITV
Preços dos alimentos voltam a cair e provocam deflação em São Paulo, segundo índice revelado nesta terça

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) demonstrou deflação (queda de preços) de 0,26% no mês de agosto, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (27). No mês anterior, o IPP havia registrado deflação de 0,57%.

Este índice mostra a variação de preços dos produtos na saída das fábricas. Segundo o IBGE, o índice acumula no ano uma queda de preços de 0,93%.  Em 12 meses, no entanto, o IPP tem inflação acumulada de 3,03%. Em julho, a taxa acumulada era de 4,29%.

Segundo os dados revelados nesta terça, entre as quatro grandes categorias econômicas, o IPP teve deflação em três delas em agosto: bens de capital, que são as máquinas e equipamentos (-0,16%); bens intermediários, que são os insumos industriais para o setor produtivo (-0,44%); e bens de consumo semi e não duráveis (-0,26%). Os bens de consumo duráveis tiveram inflação de 0,92%.

Ainda de acordo com a pesquisa, 13 das 24 atividades industriais apresentaram queda nos preços, com destaque para outros produtos químicos (-2,54%) e alimentos (-0,71%). Onze atividades tiveram inflação, entre elas as indústrias extrativas (4,15%) e a metalurgia (1,51%).

Preços em São Paulo

Outro índice revelado nesta terça-feira (27) foi o de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo. Os dados mostraram deflação na terceira prévia de setembro, com recuo na média de preços em 0,03%, em relação à alta de 0,01%, na apuração anterior.

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De acordo com o IPC, dos sete grupos pesquisados, três apresentaram queda e o que mais influenciou o resultado geral foi alimentação (de 0,06% para -0,52%).

Em despesas pessoais, a taxa passou de um recuo de 0,19% para uma variação negativa de 0,39%. No grupo educação, houve baixa de 0,02%, mas com um movimento de recuperação dos preços, já que na pesquisa passada essa classe de despesa tinha apresentado redução mais expressiva (-0,12%).

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 No grupo habitação, o índice subiu 0,03%, depois de uma retração de 0,40% na última prévia.

Já no grupo de vestuário, os preços apresentaram elevação de 1,12%, bem acima do resultado anterior (0,36%). Em transportes, cujos preços se mantinham estáveis, houve alta de 0,23%. Em saúde, foi constatada ligeira desaceleração (de 0,69% para 0,65%). O levantamento da Fipe capta as variações do custo de vida das famílias com renda mensal entre um e dez salários mínimos.