Tamanho do texto

Questões como o envelhecimento da população, aumento da longevidade e queda da natalidade explicam necessidade de reforma da Previdência

Susep deve aprovar em breve o lançamento de um novo modelo de seguro de vida
iStock
Susep deve aprovar em breve o lançamento de um novo modelo de seguro de vida

A secretária-adjunta de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Priscila Grevoc, afirmou que há uma necessidade urgente de reformular o sistema previdenciário brasileiro. Segundo ela, isso decorre de questões socioeconômicas e demográficas, como o envelhecimento da população, aumento da longevidade e queda da natalidade. A declaração foi dada durante o VIII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada.

+ Aposentadoria por idade ou tempo de contribuição? Veja qual é a melhor

"Precisamos ouvir o mercado de previdência e seguros para discutirmos o que é possível ser feito. Temos reformas mais urgentes, de curto prazo, mas também são necessárias mudanças de médio prazo, já que estamos buscando a sustentabilidade do sistema", comentou.

Já a diretora de Supervisão de Conduta da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Helena Venceslau, afirmou que a entidade passa por um processo de transformação, especialmente na parte de fiscalização e aprovação de produtos, onde procura ter uma postura mais ativa, em maior parceria com o mercado. "Não resta dúvida que a Previdência é uma das maiores preocupações da sociedade brasileira".

Segundo ela, a Susep deve aprovar muito em breve o lançamento de um novo modelo de seguro de vida, chamado de "universal life", e também mudanças no seguro auto popular. "Só estamos esperando o agendamento da próxima reunião do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). A expectativa com o 'universal life' é muito grande, vai ser uma revolução no mercado", comentou.

+ Desaposentação: quando vale a pena? Saiba como contribuir após a aposentadoria

Helena também disse que a Susep está discutindo a formulação de um novo produto de longevidade e mudanças no VGBL e PGBL. "Esses produtos precisam ser modernizados. Não necessariamente vamos acabar com eles, porque é algo que está dando certo no mercado, mas eles precisam ter características mais de previdência e menos de instrumento financeiro, como é agora", apontou.