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Presidente em exercício articula viagens que podem ajudar o Brasil a retomar a confiança externa; China, Índia e EUA estão na agenda de Temer

As irregularidades de Temer são as mesmas que motivam o atual pedido de impeachment da presidente afastada Dilma
EVARISTO SA / AFP
As irregularidades de Temer são as mesmas que motivam o atual pedido de impeachment da presidente afastada Dilma

Embora o presidente em exercício, Michel Temer, esteja aguardando a conclusão do processo de impeachment de Dilma Rousseff, o peemedebista prepara uma agenda de viagens internacionais para finalmente "se apresentar" ao mundo e tentar "vender" o país. Faz parte dos planos de Temer tentar convencer as agências internacionais de classificação de risco que o país voltará a ter estabilidade política e assim recuperar notas perdidas em avaliações anteriores.

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Há pelo menos seis viagens sendo programadas pelo Palácio do Planalto. Todas elas têm a finalidade de ajudar o país a reconquistar a recuperação externa. Após regressar da China, onde Temer participará da cúpula do G-20, o atual presidente em exercício irá a Nova York, onde discursará na Assembleia Geral da ONU. Constam na agenda de Michel Temer  planos de ir à cúpula dos Brics, na Índia, e à Cúpula Iberoamericana, na Colômbia. O atual presidente em exercício tem ainda planos de visitar a Argentina e o Paraguai, mas essas viagens ainda não têm datas definidas.

Entre os ministros que devem acompanhar Temer durante as viagens está o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que terá a tarefa de convencer o mercado internacional e os investidores de que o Brasil está comprometido com a agenda econômica de ajustes e reformas, uma investida considerada por muitos interlocutores de Temer como essencial para que o peemedebista, caso seja confirmado oficialmente como presidente, possa contar com o apoio dos empresários.

As viagens de Michel Temer foi comparada ao trabalho de um caixeiro-viajante pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em evento realizado na última semana no Rio de Janeiro. Na ocasião, Padilha ressaltou mudanças que começaram a ser aprovadas no Congresso, como a lei das agências reguladoras, a fim de defender a teroria de que o Brasil voltará a atrair os investidores estrangeiros. Ele comentou que aposta nas viagens de Temer aos Estados Unidos, à China e Índia para que parcerias possam ser feitas e empregos possam ser gerados. Antes de viajar para a China para participar da cúpula do G-20, Michel Temer deve participar de um seminário organizado pelo governo Brasileiro e que reunirá empresários e investidores.

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* Com informações do Estadão Conteúdo

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