Tamanho do texto

Mercado volátil pode prejudicar pequeno investidor, que precisa estar ciente de todas as possibilidades antes de investir em empresas de capital aberto

Brasil Econômico

Investidores no Brasil devem investir na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa)
Wikimedia Commons
Investidores no Brasil devem investir na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa)

Apesar de ser uma das primeiras coisas que vêm a mente das pessoas quando o assunto é investimento, a Bolsa de Valores não é o local ideal para o pequeno investidor . A velocidade com que o mercado apresenta mudanças requer conhecimento do investidor, que precisa estar ciente de riscos e benefícios de investir em ações de empresas.

As ações é uma pequena fatia oferecida por uma empresa de capital aberto, que tem parte do seu patrimônio é dividido em várias cotas, distribuídas para investidores que se tornam donos dessa companhia. Quanto mais os lucros de uma empresa aumentam, mais caras são suas ações, e quanto mais ações uma pessoa tem, maior a participação na distribuição dos lucros.

LEIA MAIS: Aprenda a melhorar seus ganhos com o Tesouro Direto

Uma das vantagens de se investir em ações é a possibilidade de começar com valores baixos. Os dividendos são distribuídos em intervalos curtos se comparados a outros tipos de investimento e os proprietários podem comprar ou vender seus títulos a qualquer momento. Existem diversos tipos de ação e cada uma define o modo de participação nos lucros do proprietário.

Tipos de ações

A ação ordinária (ON) proporciona direito a voto em assembleia que definem os rumos da empresa. Neste modelo, o proprietário só receber parte do lucro da empresa depois da distribuição para os detentores de ações preferenciais (PN), que não dão ao acionista o direito de participar de decisões do dia a dia da empresa.

Entretanto, as PNs são compradas e vendidas com mais facilidade e têm dividendos superiores em, no mínimo, 10% em relação às ONs. A frequência da divisão de lucros pode variar de acordo com a empresa. Algumas companhias distribuem os dividendos a cada mês. Em outros casos, os proprietários tem retornos trimestrais.

Como comprar ações?

No Brasil, a compra e venda de títulos é feita na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) por meio de corretoras habilitadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Para começar a comprar e vender ações, é necessário se criar uma conta de investidor na Bolsa.

Para criar a sua, entre em contato com uma das corretoras disponíveis no site da CVM ou da BM&FBovespa e informe dados pessoais como nome, profissão, endereço e enviar cópias de RG, CPF e comprovante de residência. Cada corretora determina o valor mínimo para a abertura da conta.

Taxas

Não há um valor mínimo para investir na bolsa. Entretanto, o investidor deve estar atento e verificar se o valor de algumas taxas podem pesar na quantia aplicada. Se a taxa cobrada pela investidora for superior muito alta em relação ao valor aplicado, pode ser uma boa ideia investir um pouco mais. O ideal é calcular o rendimento necessário para cobrir o investimento e o valor da taxa.

LEIA MAIS: Empreendedores devem evitar essas 8 ideias se querem ter sucesso

A BM&FBovespa cobra três taxas principais. A taxa de corretagem é o valor que as corretoras cobram para o investidore entrar no mercado. O preço cobrado varia de acordo com cada corretora, mas pode ser um valor fixo ou uma porcentagem da operação realizada.

Cobrada mensalmente pela guarda das ações e pelos serviços oferecidos, a taxa de custódia varia entre as corretoras. Em alguns casos, pode ser até gratuita. Outra cobrança aos investidores é o Imposto de Renda, que cobra 15% sobre os ganhos com ações. A taxa é cobrada apenas na saídas dos investimentos e se o valor foi menor do que R$ 20 mil.