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Apesar da queda ter apresentado sinais de melhora, a diminuição do poder aquisitivo da população, aliada ao desemprego elevado, afeta o segmento

Brasil Econômico

O segmento de transportes e correios pesa cerca de 30% na avaliação da prestação de serviços às famílias
Elisa Rodrigues/SPTrans
O segmento de transportes e correios pesa cerca de 30% na avaliação da prestação de serviços às famílias

O setor de serviços  prestados exclusivamente às famílias apresentou queda de 7,5% no mês de junho na comparação com o mesmo período no ano passado. Essa foi a maior redução quando considerada essa base de comparação desde agosto de 2015, quando havia atingido o patamar de 8,2%.

Segundo o analista da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Saldanha, apesar da queda ter apresentado sinais de melhora com um pico de desaceleração entre maio e junho, a diminuição do poder aquisitivo da população, aliada ao desemprego elevado, afeta o segmento.

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O segmento, no entanto, mesmo com a queda mais forte, tem peso de apenas 4% no total das atividades medidas pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, de acordo com Saldanha. A pesquisa engloba, por exemplo, restaurantes, hotelaria e bares. As partes de maior relevância na avaliação são informação e comunicação, que representa algo em torno de 35%, e transportes e correio, que pesam cerca de 30%.

Ainda de acordo com Saldanha, mesmo que uma parcela das atividades destes segmentos seja destinada exclusivamente para as famílias, eles atendem majoritariamente as demandas feitas por outras empresas.

Melhora da indústria

O IBGE também divulgou que o volume na indústria teve redução 3,4% em junho, fazendo a comparação com o mesmo mês em 2015. No mês de maio, a queda havia sido registrada em 6,1%. Em abril, o resultado havia sido de 4,8%, sempre considerando a mesma base para a comparação.

"Houve melhora na indústria e isso reflete nos serviços", disse Saldanha, lembrando que a produção industrial também viu sua queda desacelerar na passagem de maio (-7,8%) para junho (-6,0%) na comparação com iguais meses de 2015.

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Saldanha destacou ainda que a redução de 3,4% em junho é a menor registrada desde agosto de 2015 – nas comparações de um mês contra o mesmo período no ano anterior–, quando a redução foi de 3,5%.

Também foram divulgadas pelo IBGE as variações, tanto trimestrais quanto semestrais, para o volume de prestação de serviços. No segundo trimestre, em comparação com o primeiro, a diminuição foi de 1,2%. Comparando o segundo trimestre de 2015, houve redução de 4,7%. 

*Com informações da Agência Estado