Brasil Econômico

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No acumulado de 12 meses encerrado em junho, recuo na demanda por crédito foi de 5,1%

A busca por crédito pelos consumidores sofreu queda de 8,9% no primeiro semestre de 2016 em comparação ao mesmo período no no ano passado, de acordo com informações da Boa Vista SCPC divulgadas nesta quinta-feira (21).  

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Considerando o acumulado de 12 meses que terminou no mês de junho, o recuo chegou ao patamar de 5,1%. Na comparação com o mesmo mês em 2015, a queda na procura por crédito chegou a 8,2%. Frente ao mês de maio, o índice apresenta retração de 3%, contando o ajuste sazional na série de dados. 

A demanda por parte das empresas também sofreu redução no mês de junho. A queda de 6,85 pontos fez com que o índice atingisse o menor nível da série. O indicador saiu de 16,63 e chegou a 9,51 pontos. 

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Segundo a Boa Vista SCPC, o cenário ainda é muito incerto para o consumidor, mesmo que tenha havido certa melhoria nas expectativas relacionadas à economia. Isso acontece por conta de uma série de fatores, como as taxas de juros elevadas e os rendimentos reais negativos, além do alto número de desemprego. "Desta forma, a expectativa é de que a demanda continue em patamares negativos, revertendo o cenário somente a partir de 2017", afirmam técnicos da Boa Vista SCPC.

Cenário prospectivo

Também é possível avaliar que os micro e pequenos empresários do Brasil têm demonstrado pouco interesse em investir no cenário, segundo levantamento realizado pela CND. O indicador relativo à propensão ao investimento chegou a 21,37 pontos no mês de junho. No mesmo período do ano passado, o índice estava em 25,98 pontos.

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Além disso, apenas 5,58% dos micro e pequenos empresários pensam em obter crédito no período de 90 dias. Entre os entrevistados para a pesquisa, 89% disseram não possuir a intenção. Em relação à negativa, 45,6% declararam conseguir manter as despesas com as próprias receitas, evitando a necessidade de buscar com outras fontes. As taxas elevadas de juros entram novamente como um dos motivos para a queda da demada, tendo sido mencionada por 12,5% dos que não pretendem solicitar verbas extras. 

*Com informações da Agência Estado



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