Brasil Econômico

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O excesso de trabalho pode prejudicar a pessoa de diversas maneiras – desde problemas pessoais, quanto de saúde

Numa época em que a cultura dos negócios é extremamente competitiva e online, algumas qualidades tais como comprometimento e dedicação são cada vez mais procuradas em empregados. De fato, o amor pelo trabalho, o interesse em desenvolver conteúdo para a empresa e a pró-atividade são comportamentos esperados em todo e qualquer funcionário, isso já sabemos. No entanto, é importante que nós saibamos, cada vez mais, traçar uma linha entre a dedicação e o excesso: e ela é tênue.

O excesso de trabalho pode prejudicar a pessoa de diversas maneiras – desde problemas na vida pessoal, quanto de saúde. Ninguém nasceu, afinal, para ser escravo de uma profissão ou companhia – por mais que gostamos do que fazemos . A pausa, afinal, se faz necessária (inclusive para melhor produtividade). Isso não é papo para boi dormir! 

Nesse sentido, o site Entrepreneur reuniu alguns sinais fáceis de serem detectados para você perceber se está ultrapassando esses limites (ou deixando que seus funcionários façam isso, por exemplo).

Fique de olho:

1. Tempo, que tempo?

Quando o termo “tempo livre” se torna um acontecimento desconhecido na sua vida, é melhor você parar. Pelo menos que seja para refletir um pouco. Tudo bem, você deve se sentir envolvido com seu trabalho, mas deixar-se consumir pelos compromissos profissionais é algo totalmente diferente.

Se você não tem “tempo pra nada”, se não consegue se lembrar da última vez que pode encontrar com sua família ou seus amigos, se você não consegue ler um livro, assistir a um bom filme, relaxar, viajar... Bem, você tem aí uma GRANDE dica de que as coisas não vão bem – e que é mais do que hora de procurar equilibrar sua agenda. Você precisa e tem uma vida lá fora.

2. Burro de carga

Você tem a sensação de que está carregando todo o peso do mundo nas costas. Então, quando observa suas qualidades e defeitos percebe que é muito perfeccionista, que tem uma necessidade natural de “abraçar o mundo”, nunca satisfeito com que é realizado (já que não está perfeito...). Percebe? Esta tendência poderia ser uma ferramenta para você, se não fosse tão pronunciada, se não causasse o extremo oposto.

Carregar todos os problemas nos próprios ombros só vai te causar ainda mais problemas! Você não é um super-herói, não pode fazer tudo sozinho. Por isso, entregue, confie, saiba trabalhar em equipe. E isso é ainda mais importante para as pessoas que são líderes ou chefes na empresa. Se você paga uma equipe para realizar o trabalho, deve aprender a confiar nessas pessoas.

3. Cadê seus sonhos?

Você pensa em um sonho na sua vida. Depois em outro. E outro. Melhor, faça uma lista. Fez? Perceba quantos de seus objetivos e metas de curto, médio e longo prazo estão relacionados ao trabalho. Claro que é admirável que você tenha aspirações profissionais, mas é interessante que sua família, seu cachorro, seus amigos, você também tenham prioridade nas suas metas! Seja altruísta, afinal.

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O futuro deve refletir mais do que, simplesmente, alcançar bons resultados na carreira. Quando alguém te pergunta se você possui sonhos futuros e suas únicas respostas são relacionadas à profissão... Bem, você está, obviamente, se doando em demasiado ao trabalho.

4. A cabeça no escritório

Você pode até sair da empresa, mas a empresa não sai de você? Claramente, é um sinal de que está exagerando na dose! Claro que existem situações especiais que nos fazem levar dever de casa extra para casa, mas não é sempre que essa obsessão por entregar resultados deve te perseguir para fora do trabalho.

Se sua cabeça ou seu corpo estão sempre trabalhando – mesmo em casa ou no bar com os amigos – você está recebendo sinais físicos de que ultrapassou a linha do saudável e aceitável.

5. Papo chato

Quando você só sabe falar sobre o trabalho... Ah! Como essas pessoas são chatas, não? Então, se vigie – você não quer se tornar aquela pessoa que todo mundo evita nas festas, certo? É claro que, vez ou outra, você pode e deve falar sobre sua profissão, sobre seus feitos e cases de sucesso dos quais se orgulha. Mas, como estamos vendo, tudo tem limite. E se você é um desses chatos, deve tentar mudar a partir de agora. Deixe o trabalho para trás um pouco e seja uma pessoa interessante!

6.  Meu trabalho, minha vida

Se você é daqueles profissionais que têm a vida inteira impactada (e vive por conta) do trabalho, nem é preciso dizer que está fazendo errado, certo? Tome cuidado sobre o quanto você deixa que sua carreira diga aos outros quem você é, o quanto isso te define. Seus interesses não devem estar todos ligados ao que você quer alcançar profissionalmente: seus hobbies e atividades fora da empresa devem te trazer prazer, por exemplo, e não devem ser determinadas pela vida profissional.

Atenção! Se suas decisões são sempre voltadas para a sua carreira, se suas reações dependem de como isso influenciaria na sua vida profissional, é hora de revisitar o quanto você precisa e quer se doar ao trabalho . Lembre-se de que viver é muito mais que isso.

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