Brasil Econômico

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Elza Fiuza/Agência Brasil
Sem receitas adicionais no próximo ano, o déficit ficaria em R$ 194 bilhões, afirmou Meirelles

Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (7), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou que vai encaminhar uma proposta de meta fiscal  cujo rombo será de R$ 139 bilhões para 2017. Segundo o governo, os gastos devem superar a arrecadação, sem contar os juros da dívida pública.

Além do déficit central, Meirelles afirmou que o déficit das empresas estatais federais é de R$ 3 bilhões e a previsão de déficit dos Estados é de R$ 1 bilhão (projeções para os Estados que não estão sob controle do Governo Central).

A revisão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 anunciada pelo ministro é bem maior que a prevista pelo governo de Dilma Rousseff, de R$ 65 bilhões. Portanto, caso seja aprovada pelo Congresso, o resultado negativo do ano que vem será menor que a esperada para 2016, com meta de R$ 170 bilhões.

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“Tivemos de considerar esforço principalmente focado nas despesas e na geração de receitas adicionais”, disse Meirelles. De acordo com o ministro, sem receitas adicionais no próximo ano, o déficit ficaria em R$ 194 bilhões, considerando que as despesas obrigatórias seguirão a tendência de crescimento dos últimos anos.

Com o rombo das contas públicas em 2017, o País passará pelo quarto ano com as contas fechadas no negativo.  

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Para este ano, o Orçamento originalmente previa uma meta de superávit primário de R$ 30,5 bilhões. Por causa da queda das receitas decorrente da recessão econômica, a meta foi atualizada para um déficit de R$ 170,5 bilhões, aprovada pelo Congresso Nacional no fim de maio. O déficit primário é o resultado negativo nas contas públicas antes do pagamento dos juros da dívida pública.

*Com informações da Agência Brasil

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