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Segundo Fundação Getulio Vargas, índice mostra crescimento gradual das expectativas do brasileiro quanto à economia

Confiança do consumidor cresceu, mas está longe do ideal; FGV vê melhora gradual no índice
Valter Campanato/Agência Brasil
Confiança do consumidor cresceu, mas está longe do ideal; FGV vê melhora gradual no índice

Relatório divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (27) mostra uma melhora na confiança do consumidor. Segundo a fundação, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) cresceu 3,4 pontos e fechou junho em 71,3 pontos, o melhor resultado desde junho de 2015.

Em maio, o índice já havia registrado um crescimento de 3,5 pontos em relação a abril. Segundo a FGV, os resultados mostram que existe uma "melhora das expectativas" no Brasil, o que fez a confiança subir.

"Há um descolamento entre as expectativas dos consumidores com relação aos próximos meses e a satisfação com a situação atual. Enquanto as primeiras avançam expressivamente pelo segundo mês consecutivo, a outra revisita o mínimo histórico", diz a FGV em nota.

Quando comparado a junho de 2015, o ICC aumentou 2,9 pontos. Apesar do otimismo, o patamar ainda está longe de alcançar notas postivias: o índice vai até 200 pontos. 

"Considerando que a confiança do consumidor se mantém baixa em termos históricos, que a recuperação da economia deve ocorrer de forma lenta e que as famílias ainda se encontram muito comprometidas com endividamentos contraídos no passado, acredito que ainda veremos alguns trimestres de queda do consumo das famílias antes de retornarmos ao terreno positivo", diz a coordenadora da Sondagem do Consumidor, Viviane Seda Bittencourt na nota distribuída pela FGV.

Segundo a FGV, o levantamento abrange amostra de 2.046 domicílios, com entrevistas entre os dias 1º e 22 de junho.


*Com informações do Estadão Conteúdo