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Para especialistas, uso do etanol deixa de ser vantajoso quando o preço do combustível representa mais de 70% da gasolina

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Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
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A relação entre o preço do etanol e o da gasolina avançou 1,34 ponto porcentual entre fevereiro e março, passando de 76,20% para 77,54% na média mensal, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Essa equivalência segue no maior nível desde abril de 2011, quando foi de 80,80%.

Para o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, André Chagas, a tão temida marca de 80%, que estava perto de se concretizar, parece que ficou para trás, dado o início da colheita de cana-de-açúcar. "Além do começo da safra, os preços do açúcar dão sinais de alívio no atacado. Podemos ter resultados mais favoráveis, o que não significa que a relação entre os preços cairá rapidamente", analisou.

Para especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do etanol é de 70% do poder do combustível fóssil. Com a relação entre 70% e 70,5%, é considerada indiferente a utilização de gasolina ou etanol no tanque.

No IPC da Fipe, que mede a inflação na capital paulista, o etanol teve variação de 1,79%, depois de 3,84% em fevereiro, ante 0,22% da gasolina em março (de 0,78%). O IPC, por sua vez, variou 0,97% no terceiro mês do ano, após 0,89% em fevereiro.

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