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Taxa de desemprego, que chegou a ser de 4,6% com Dilma, atingiu agora o maior patamar para fevereiro desde 2009: 8,2%

A presidente Dilma Rousseff afirmou na manhã desta quarta-feira (23) que apesar da taxa de desemprego ter subido, a maior taxa aconteceu "na época do FHC", referindo-se ao governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. "Esse desemprego é grande em relação ao mínimo que nós chegamos no meu governo, que foi de 4,6%", afirmou. "Mas temos certeza que estamos trabalhando forte para que esse desemprego seja revertido", completou.

Dilma Rousseff em cerimônia que sancionou a lei do Programa de Proteção ao Emprego (PPE)
Walter Campanato/Agência Brasil - 17.11.2015
Dilma Rousseff em cerimônia que sancionou a lei do Programa de Proteção ao Emprego (PPE)

A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 8,2% em fevereiro - o maior patamar para o mês desde 2009. Considerando todos os meses, a taxa é a mais alta desde maio de 2009, quando foi de 8,8%.

Dilma disse ainda que o governo tem "duas grandes preocupações" com a economia, o desemprego e a inflação. Segundo ela, no caso do aumento de preços já é possível vislumbrar "boas notícias. "A boa notícia é que inflação já mostra todos os sinais de declínio. Há por parte do mercado, que geralmente é pessimista, a convicção de que inflação está em trajetória de declínio", afirmou.

A presidente disse que é preciso somar os esforços do governo para reduzir o desemprego e a inflação em queda, mas disse que o País só voltará a crescer com o fim da crise política. "Acredito que o grande esforço para o Brasil voltar a crescer é estabilidade política", disse, ressaltando que "a tentativa sistemática do golpe" com um processo de impeachment sem motivos prejudicam o País.