Estadão Conteúdo

Líderes da oposição na Câmara dos Deputados aproveitaram a divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado nesta quinta-feira, 3, para criticar o governo. Para os opositores, a retração de 3,8% da economia brasileira em 2015 ante 2014 é mais uma demonstração de que a política econômica do governo Dilma Rousseff está equivocada.

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Produto Interno Bruto de 2015 encolheu 3,8%

O líder do PPS na Casa, Rubens Bueno (PR), avaliou que a queda do PIB é a "crônica de uma morte anunciada". "Era o caminho natural para uma política econômica equivocada em um momento tão grave por que passa o País", afirmou. Para o deputado, o resultado mostra que Dilma está levando o Brasil para o "buraco".

O líder do DEM, Pauderney Avelino (AM), ressaltou que os números do PIB mostram que a culpa da crise brasileira não é do cenário internacional. "Vemos países que estão crescendo na média de 2,5% a 3%. Portanto, não adianta jogar a crise em outros países. Precisamos resolver nosso problema interno", disse.

Conforme divulgou mais cedo o IBGE, a economia brasileira encolheu 3,8% em 2015, na maior recessão desde 1990, quando o PIB despencou 4,35% no governo de Fernando Collor. A forte contração da economia está diretamente ligada à queda de 14,1% dos investimentos. É o maior recuo desde 1996, quando tem início a atual série histórica do IBGE.

Governo
O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, afirmou nesta quinta que a economia brasileira vai se recuperar e que a melhora poderá ser vista ainda este ano. "Todas as medidas foram tomadas para isso", disse, ao ser questionado sobre o resultado do PIB de 2015, que encolheu 3,8%, na maior recessão desde 1990, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

Apesar do otimismo do ministro, há interlocutores do Palácio do Planalto que não acreditam nessa melhora em 2016. Para eles, "a notícia do PIB não é boa, mas já era esperada". Esses interlocutores falam que "tão grave quanto 2015 é a perspectiva para 2016". Diante disso, eles ressaltam a necessidade de o Congresso aprovar logo as medidas que o governo encaminhou para ajudar na recuperação da economia.

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