Risco com a China puxa Stoxx Europe para -1,8%
Ivonete Dainese
Risco com a China puxa Stoxx Europe para -1,8%

Na sequência das demais globais, as bolsas europeias recuaram nesta segunda-feira. O dia foi de aversão ao risco, com as atenções para a nova onda de coronavírus na China, bem como para a eleição na França.

Principais Índices Europeus
O FTSE100, bolsa de Londres, ficou em queda de 1,88% a 7.380.
O CAC-40, Paris, em queda de 2,01% aos 6.449.
O DAX-30, bolsa de Frankfurt, caiu 1,54% aos 13.924.
O Ibex 35, bolsa de Madri, ficou em queda de 0,90% aos 8.574.
O PSI-20, bolsa de Lisboa, caiu 1,04% aos 5.940.
O Stoxx Europe 600 ficou em queda de 1,81% aos 445.11 pontos.

A bolsa da Itália não operou com feriado.

O temor é que um lockdown na China possa colocar a segunda maior economia do mundo em desaceleração. Nem mesmo mais uma injeção de liquidez por parte do banco central vem conseguindo reverter as perdas nas bolsas de ações da região.

Por outro lado, os investidores da Europa permanecem atentos ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia, que completou dois meses e surte efeitos negativos em alguns indicadores.

Ainda do lado político, a vitória de Emmanuel Macron na disputa com Marine Le Pen para presidir a França por mais cinco anos também mexeu com o índice principal na bolsa de Paris. Contudo, a vitória efetiva de Macron vai depender do resultado da eleição de parlamentar em junho.

No final de semana, o presidente foi reeleito com 58,54% dos votos, ou seja, bem abaixo da vitória com 66,1% em 2017 e tendo Le Pen como adversária.

Hoje, como nos demais mercados, os preços das commodities estavam caindo e os títulos estavam disparados. A fuga também estava promovendo a valorização do ouro e das moedas. Ações de outros setores mais expostos, como artigos de luxo, também ficaram no vermelho.

Os papéis das mineradoras não ajudaram, com os preços do minério de ferro negociados na China despencando pela fraca demanda. O contrato futuro para entrega em setembro caiu 10, 79% para US$121,36 a tonelada na bolsa de Dailan. O preço da tonelada no porto de Qingdao ficou em queda de 1,0% a US$139,02.

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Entre os indicadores, o Índice de Clima de Negócios ifo da Alemanha subiu para 91,8 pontos em abril, depois de 90,8 pontos em março. Isso ocorreu, principalmente, com menor grau de pessimismo nas expectativas das empresas. As avaliações da situação atual são minimamente melhores, isso depois do choque inicial do ataque russo na Ucrânia.

No Reino Unido, a pesquisa, com base nas respostas de 250 empresas de manufatura, descobriu que o otimismo dos negócios caiu no ritmo mais acentuado desde abril de 2020 (-34% de -9% em janeiro). Os volumes de produção no trimestre até abril subiram em ritmo lento do que no trimestre até março (saldo de +19% de +27%), mas o crescimento permaneceu acima da média de longo prazo (+3%).

O total de novos pedidos subiu em ritmo mais lento nos três meses até abril em comparação com janeiro (+22% de +38%). As empresas esperam que o crescimento desacelere ainda mais nos próximos três meses (+6%). Os dados são da Confederação das Indústrias

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