Cerca de 60% das ações abertas em ofertas públicas iniciais (IPOs) esse ano se encontram em queda e estão a um valor mais baixo do que o inicial.

O declínio no cenário econômico brasileiro, junto com as turbulências políticas recentes, acabaram esfriando a onda de ofertas públicas .

Vale lembrar que 2021 foi o ano dos IPOs, batendo recordes de estreias na Bolsa de Valores (B3) . Isso porque foram abertos mais 47 ativos na B3 só anesse ano, um aumento considerado quando comparado com 2018, quando houve 36 aberturas de capital.

Entretanto, dentre todas as estreias na B3, 60% dos ativos se encontram em queda. Ou seja, negociam hoje a um preço menor do que o inicialmente ofertado.

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Sendo assim, veja a seguir parte do artigo escrito por Luiz G. Menezes, Diretor de Linhas Financeiras da Marsh Brasil:

Gatilhos

O mercado americano é um benchmark global para o mercado de capitais, e uma análise das ações de classe (class actions) ocorridas naquele ambiente mostra que o principal gatilho foi exatamente a queda no preço das ações.

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Acionistas insatisfeitos com a baixa performance dos papéis se unem e entram em litígio contra a empresa ofertante, alegando, entre outros motivos, assimetria de informações, ou inconsistências declaradas no prospecto inicial.

Ainda pouco difundido no Brasil, existe um seguro que cobre exatamente os riscos oriundos da ida ao mercado de capitais pelas empresas, chamado POSI, ou Public Offering Securities Insurance. Tal produto foi criado nos EUA há mais de 15 anos e é bastante utilizado pelas empresas por lá. Porém, devido à alta sinistralidade apresentada, não é mais comercializado pelas seguradoras do país.

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