IGP-DI tem inflação de 2,17% em março, diz FGV
Redação 1Bilhão Educação Financeira
IGP-DI tem inflação de 2,17% em março, diz FGV

IGP-DI tem inflação de 2,17% em março, diz FGV

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), indicador nacional calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 2,17% em março deste ano. A taxa é inferior à observada em fevereiro deste ano (2,71%), mas superior à apurada em março de 2020 (1,64%).

Com o resultado de março, o IGP-DI acumula taxas de inflação de 7,99% no ano e de 30,63% em 12 meses.

A queda da taxa de fevereiro para março foi puxada pelos preços no atacado e na construção. A inflação do Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, passou de 3,40% em fevereiro para 2,59% em março. O Índice Nacional de Custo da Construção caiu de 1,89% para 1,30% em março.

Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, subiu de 0,59% em fevereiro, para 1% em março.

IGP-DI tem inflação de 2,17% em março, diz FGV

Inflação

De acordo com O Tempo, de Belo Horizonte, a inflação tem sido cruel até mesmo para famílias que não tiveram de lidar com o desemprego . É o caso do protético Robson Magalhães, que é autônomo e precisa rodar por diversos endereços para atender aos dentistas parceiros. “Ano passado, por mês, eu gastava R$ 400 com gasolina. Agora, mesmo saindo menos de casa, já estou gastando R$ 600 (50% a mais)”, conta.

Você viu?

A mulher dele, a professora Anita de Paula Sá, relata que as compras de supermercado foram adaptadas porque o dinheiro encolheu. “Antes fazíamos compra de mês, deixávamos a dispensa cheia, mas agora fazemos compras semanais com dinheiro contado. A internet não tivemos como cortar, porque dou aula virtualmente, mas trocamos por um plano mais barato”, explica.

Sem muita margem para cortes nos gastos, a classe média tem feito o possível para economizar especialmente no supermercado. O jeito é priorizar alimentos essenciais – como o arroz, que chegou a subir 69% – e deixar para trás o que pode ser considerado supérfluo. Quanto mais baixa é a renda familiar, mais a elevação de 14% nos alimentos provoca impacto no orçamento.

A professora Luciana Moura precisou investir em aulas particulares para dar conta de pagar todos os boletos. Como não é possível cortar gastos mais altos, como internet e plano de saúde, ela fez as adaptações na lista de compras de alimentos. “Cortamos a carne vermelha, passamos a escolher os produtos mais baratos no supermercado. Se dá vontade de comer uma pizza, você pensa duas vezes se aquele dinheiro não vai fazer falta na hora de pagar uma conta”, relata.

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