Trabalhadores da fábrica de cerâmica Regency Ceramics, na Índia, invadiram a casa do presidente da empresa e o espancaram até que ele perdesse os sentidos, após discussões sobre reajustes salariais. A violência contra K. C. Chandrashekhar aconteceu na cidade de Yanam, depois que o líder do sindicato dos trabalhadores foi morto por policiais, na última quinta-feira (26).
De acordo com reportagem do site da revista Forbes, na semana passada, a polícia foi chamada à fábrica para conter a disputa trabalhista. Os trabalhadores pediam melhores salários e que a empresa recontratasse alguns funcionários que foram demitidos em outubro. Depois que os trabalhadores tentaram obstruir a entrada dos funcionários na empresa na manhã de quinta, a polícia confrontou e prendeu cerca de 20 manifestantes. Entre eles, estava o líder dos trabalhadores, que morreu a caminho do hospital.
Em protesto à morte do sindicalista, muitos funcionários da empresa atearam fogo em carros em frente a delegacia de polícia de Yanam. Mais de 100 funcionários foram presos após o protesto. Para conter a revolta, a polícia estabeleceu toque de recolher na cidade e outras restrições civis. Após as proibições e prisões, um grupo de trabalhadores decidiu invadir a casa do presidente da fábrica e espancá-lo, o que o levou à morte.
Segundo a Forbes, os trabalhadores indianos são os que recebem os salários mais baixos, entre os quatro países emergentes - grupo que inclui o Brasil. A renda per capita na Índia é de menos de US$ 4 mil ao ano, o que torna o país o mais pobre dentre os países emergentes, apesar do crescimento econômico registrado nos últimos anos.
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