Black Friday brasileiro quer ser maior que o Natal

Evento de descontos deve movimentar volume recorde de R$ 135 milhões neste ano e confirmar marca de principal dia de vendas do comércio eletrônico brasileiro

Klinger Portella - iG São Paulo | - Atualizada às

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Pedro Eugênio, idealizador do Black Friday brasileiro

O Black Friday – tradicional evento de descontos do comércio online e offline dos Estados Unidos – chega à terceira edição no Brasil com o desafio de se consolidar como uma das principais datas do varejo nacional. Segundo o publicitário Pedro Eugênio, criador do portal Busca Descontos e idealizador do evento no país, o Black Friday deve movimentar R$ 135 milhões em compras neste ano, um crescimento de 35% frente ao registrado no ano passado.

Leia também: Black Friday terá descontos de até 90%

Mas as projeções são conservadoras, de acordo com Eugênio. Se comparada à segunda edição, o crescimento no número de lojas participantes é mais significativo. Serão, pelo menos, 300 estabelecimentos com descontos, contra 60 de 2011, uma alta de 400%. “O mercado brasileiro está muito mais aberto para o Black Friday e as lojas se prepararam melhor para este ano”, diz.

O idealizador do Black Friday acredita, inclusive, que o evento tem potencial para superar as vendas de Natal no comércio eletrônico brasileiro. Hoje, as duas semanas da festa de fim de ano respondem, sozinhas, por 15% de toda venda do e-commerce, segundo a consultoria e-bit. “Ainda temos muito a percorrer, mas, nos próximos cinco anos, acredito que possamos estar na virada com relação ao Natal.”

O comércio, no entanto, não projeta essa virada tão cedo. As principais varejistas enxergam no Black Friday mais como uma porta de entrada para as promoções de fim de ano.

“O Black Friday é uma data importante para a montagem do Natal, que já começa a ganhar contorno”, compara Vicente Rezende, diretor de marketing da Nova Pontocom, empresa de e-commerce do Grupo Pão de Açúcar.

Tudo pronto

Para abocanhar os “caçadores de descontos”, as principais varejistas brasileiras iniciaram a movimentação para o Black Friday deste ano mais cedo. Desde a semana passada, os consumidores podem se cadastrar no site do evento (www.blackfriday.com.br) e das principais redes para garantirem as ofertas, que podem chegar a até 90% de desconto. Os preços promocionais serão válidos durante as 24 horas desta sexta-feira.

Segundo Claudia Sciama, diretora de Negócios e Varejo do Google, o Black Friday deve trazer ganhos significativos tanto para os grandes quanto para os pequenos comerciantes. “A taxa de conversão do Black Friday foi 77% maior que a média diária em 2011 e deve superar este número neste ano.”

Os dados do Google apontam para o número de consumidores que buscaram as ofertas e os que efetivamente fecharam a compra. “A pré-disposição à compra dos usuários é muito maior neste dia, porque todos já se preparam para encontrar ofertas boas.”

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Claudia Sciama, diretora de Negócios e Varejo do Google

Entre as principais palavras procuradas no Google no Black Friday estão televisores e itens de informática. Além das procuras mais tradicionais, Pedro Eugenio aposta em duas grandes áreas para o evento deste ano: passagens aéreas – “a TAM vai ser muito agressiva na edição deste ano”, diz ele - e produtos femininos.

Nos passos dos EUA

Se as expectativas para a terceira edição brasileira são otimistas frente aos anos anteriores, os resultados do Black Friday tupiniquim ainda não se comparam aos do tradicional evento norte-americano. No ano passado, o Black Friday movimentou US$ 816 milhões somente no comércio eletrônico dos Estados Unidos.

O dia do saldão virtual respondeu por 0,27% dos US$ 301,7 bilhões movimentados pelo e-commerce norte-americano em 2011. Proporcionalmente, no Brasil, a participação do Black Friday é maior: 0,53% dos R$ 18,7 bilhões em vendas online.

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