Servidores planejam mobilização por reajuste no salário
José Dias/PR
Servidores planejam mobilização por reajuste no salário

Ao menos 19 categorias de servidores públicos estão insatisfeitas com a escolha do governo Bolsonaro de privilegiar reajuste aos profissionais da segurança pública e planejam uma mobilização a partir do dia 18 de janeiro, informa a Folha de São Paulo. 

O Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado) aprovou no dia 29 de dezembro um calendário de paralisação e afirma que os sindicatos dessas categorias apoiam seus trabalhadores a suspenderem os trabalhos em três dias: 18, 25 e 26 de janeiro.

Ainda precisam ser realizadas assembleias para discutir detalhes sobre as paralisações. Em fevereiro será discutida a possibilidade de uma greve geral.

De acordo com levantamento do Fonacate, discussões sobre paralisações envolvem auditores da Receita, funcionários do Banco Central, servidores da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), auditores e técnicos da CGU (Controladoria-Geral da União) e do Tesouro Nacional, servidores da Susep (Superintendência de Seguros Privados), auditores do trabalho, oficiais de inteligência e servidores das agências de regulação.

Também integram a lista analistas de comércio exterior, servidores do Itamaraty, servidores do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), defensores públicos federais, especialistas em políticas públicas e gestão governamental, auditores fiscais federais agropecuários, peritos federais agrários, além de servidores do Legislativo, do Judiciário e do TCU (Tribunal de Contas da União).

Fábio Faiad, presidente do Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central), afirmou à Folha que está mantida a paralisação da categoria no dia 18, das 10h às 12h.

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O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) informou que  2 mil funcionários comissionados do BC entregaram seus cargos em protesto a negativa de reajuste salarial da categoria. Os dados foram divulgados em reunião nesta terça-feira (11) com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Na sexta-feira (14), as demais entidades do Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais) vão estudar a adesão ao movimento.

O Fonasefe reúne 30 entidades, como funcionários da área de saúde, Previdência e assistência social. Juntas, (Fonacate e Fonasefe), segundo a cúpula dessas organizações, representam mais de 80% do funcionalismo do Executivo federal, que hoje tem aproximadamente 585 mil ativos.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado que o governo pode  não conceder aumento a servidores este ano e disse que apela para a sensibilidade dos profissionais e que não há espaço no Orçamento.

"Primeiramente, não está garantido o reajuste para ninguém. Tem uma reserva de R$ 2 bilhões que poderia ser usada para a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, além do pessoal do sistema prisional. Mas outras categorias viram isso e disseram 'eu também quero'. E veio essa onda toda", afirmou ao participar de uma festa de aniversário do advogado-geral da União, Bruno Bianco.

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