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Segundo a pesquisa da CNI, são os homens com menor grau de instrução que estão mais inseguros em relação ao mercado de trabalho no Brasil; confira

Brasil Econômico

O levantamento sobre o medo do desemprego ouviu 2 mil pessoas em 128 municípios entre os dias 21 e 24 de junho.
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O levantamento sobre o medo do desemprego ouviu 2 mil pessoas em 128 municípios entre os dias 21 e 24 de junho.

Embora a última taxa de desocupação divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística tenha demonstrado melhora no último ano, uma pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o medo do desemprego chegou a 67,9 pontos em junho. Somente em maio de 1999 e em junho de 2016, o indicador chegou a esse patamar.

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O balanço publicado nessa segunda-feira (9) revela que o Índice do Medo do Desemprego chegou a um dos números mais altos da série histórica iniciada em 1996. De acordo com a CNI, o índice está 18,3 pontos acima da média histórica, de 49,6 pontos.

Vale destacar que o indicador varia de zero a 100 pontos. Sendo assim, quanto maior a pontuação, maior o medo dos trabalhadores em relação ao desemprego.

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Quem está com medo do desemprego?

O balanço também traçou o perfil de quem está com medo da desocupação e, segundo a pesquisa, homens com menor grau de instrução são os mais temerosos. Para se ter uma ideia, entre março e junho, o indicador subiu 5,6 pontos para os homens, enquanto que, para as mulheres, o aumento foi de 2,8 pontos na comparação trimestral.

O aumento é ainda mais significativo quando se leva em consideração que, para os brasileiros que têm até a quarta série do ensino fundamental, o indicador subiu 10,4 pontos entre março e junho e chegou a 72,4 pontos, bem acima do índice geral de 67,9 pontos.

Já entre os trabalhadores que possuem educação superior, o indicador subiu 0,6 ponto e chegou a 60,5 pontos.

Para o gerente-executivo de Pesquisas e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, o patamar elevado se deve ao ritmo lento de recuperação da economia . Além disso, o porta-voz também pontuou que as pessoas ainda não perceberam a queda da inflação e a melhora no emprego.

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Índice de satisfação com a vida também caiu

O Índice de Satisfação com a Vida também obteve queda e chegou a 64,8 pontos. Como destaca a CNI, esse é o menor nível registrado desde 2016, quando a marca foi de 64,5 pontos.

Regionalmente, a queda do comparativo foi maior no sul do País, onde o indicador caiu 5,3 pontos entre março e junho e ficou em 63,8 pontos. Nas demais regiões, a retração foi inferior a 2,3 pontos.

Assim como o indicador de mede o medo do desemprego , a pontuação a respeito da satisfação com a vida também varia de zero a 100, que é o resultado mais otimista.

*Com informações da Agência Brasil